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Facebook é acusado de censurar dados de segurança sobre atividade russa em 2017

·2 minuto de leitura

Um white paper (documento oficial publicado por governo ou organização) do Facebook, escrito em 2017, foi censurado por razões políticas. Essa história é contada em Uma verdade feia: dentro da batalha do Facebook pela dominação (An Ugly Truth: Inside Facebook's Battle for Domination, no original em inglês), das jornalistas Sheera Frenkel e Cecilia Kang.

A publicação conta que Alex Stamos, ex-diretor de segurança do Facebook, e sua equipe criaram "uma seção inteira dedicada a atividades de hackers russos financiados pelo Estado". Segundo as autoras, esse rascunho tinha exemplos reais da eleição presidencial que demonstravam como a Rússia havia usado o Facebook para espalhar documentos obtidos ilegalmente.

Ao verem o rascunho, Elliot Schrage, que era vice-presidente de comunicações e política pública, e outros executivos da companhia pediram que Stamos removesse o material. "Eles não queriam se expor", afirma uma fonte às autoras do livro. Segundo ela, a equipe de administração avaliou que seria "pouco sensato politicamente ser a primeira empresa de tecnologia a confirmar o que as agências de inteligência americanas haviam descoberto".

A equipe de Stamos, então, retirou detalhes e removeu menções à eleição de 2016. Schrage, Colin Stretch, então conselheiro-geral da empresa, e Joel Kaplan, atual vice-presidente de política pública global, viram o material revisado e pediram que fossem excluídas todas as menções à Rússia.

Imagem: Reprodução/Envato/LightFieldStudios
Imagem: Reprodução/Envato/LightFieldStudios

Em comunicado oficial, o Facebook afirma que o objetivo do white paper era expor descobertas de modo direto. “Por isso, houve acordo com a equipe de segurança de não fazer referência a nações específicas, mas à avaliação da comunidade de inteligência”, informa o documento.

Já o livro diz que integrantes da equipe de segurança ficaram “surpresos e bravos” com a mudança. "Passamos a nos sentir como se estivéssemos fazendo parte de uma ocultação de informações no Facebook."

Para as autoras, a lógica seguiu um mantra antigo de Mark Zuckerberg, o CEO da organização: "companhia acima do país". "Como empresa global, o Facebook não queria se envolver em conflitos geopolíticos, muito menos estar no meio de eleições nacionais controversas”, escrevem as autoras. "Acima de tudo, o Facebook é um negócio."

Zuckerberg e Sheryl Sandberg, COO da companhia, não estavam envolvidos nas revisões do white paper. Segundo o livro, no entanto, Sheryl disse a Adam Schiff, presidente do Comitê de Inteligência da Câmara, que era responsabilidade do Congresso tornar os achados públicos.

Um porta-voz do Facebook diz que, em 2016, a empresa e integrantes do governo e da mídia não entendiam completamente a natureza e o escopo de interferência externa nas eleições. "Desde 2017, removemos mais de 150 operações secretas de influência em mais de 50 país. Um equipe investigativa dedicada continua a proteger a democracia na plataforma."

Fonte: Canaltech

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