Mercado fechará em 3 mins

Fabricantes de motos elevam estimativa de produção para 6,6% em 2019

Carlos Prieto

Expectativa é de um desempenho melhor no mercado interno, com um avanço de 13,8% nas vendas, enquanto as exportações devem retrair 40,5% O mercado de motos no Brasil manteve o ritmo de expansão outubro e levou a Abraciclo, entidade que representa os fabricantes instalado no Polo Industrial de Manaus, a rever para cima as estimativas para 2019. A projeção agora é de uma alta de 6,6% para a produção, somando 1,105 milhão de motos. A estimativa anterior era de 1,1 milhão de unidades. Os números foram apresentados há pouco na abertura à imprensa do Salão Duas Rodas 2019, em São Paulo.

As projeções para vendas no varejo também foram revistas e agora se espera alta de 13,8%, para um total de 1,07 milhão de motos, ante 1,02 milhão da previsão anterior.

As exportações continuam em queda, contudo. A estimativa revisada é de queda de 40,5% nos embarques, com 34 mil motos exportadas. A estimativa anterior era de exportar 40 mil unidades.

A oferta de crédito neste ano, somado à queda nas taxas de juros, sustenta o desempenho dos fabricantes de motos neste ano. Segundo Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo, também há um movimento dos consumidores em busca de “alternativas para a mobilidade urbana, com preferência por modos de locomoção de maior rapidez”.

Linha de produção da Honda, em Manaus: mercado vem sendo puxado por crédito e taxas de juros menores

Alberto Cesar Araújo/Valor

O ritmo de retomada deve se manter no próximo ano também. A expectativa é de um crescimento de 6,3% na produção, somando 1,175 milhão de motos; alta de 6,5% nas vendas no varejo, chegando a 1,07 milhão de unidades; e queda de 11,8% nas exportações, com o embarque de 30 mil motos.

O setor começou a reverter as quedas de produção e vendas em 2018 e neste ano consolidou o ritmo de recuperação. Mas os fabricantes ainda estão distantes do recorde de 2 milhões de motos produzidas em 2011. Parte dessa dificuldade em atingir um patamar maior vem do mercado externo. A crise na Argentina, principal cliente para as motos brasileiras, ainda limita uma expansão maior.