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Fabricante de vacinas busca parcerias em combate ao coronavírus

James Paton

(Bloomberg) -- A Inovio Pharmaceuticals, uma das poucas empresas na corrida para desenvolver uma vacina contra o coronavírus, conversa com grandes fabricantes de medicamentos para poder fornecer dezenas de milhões de doses, caso seja bem-sucedida.

A empresa de biotecnologia, com sede em Filadélfia, pretende dispor de pelo menos 1 milhão de doses até o fim do ano. Em seguida, a empresa dependeria de fabricantes de maior porte para expandir esse volume para até 50 milhões de doses, disse o CEO da empresa, J. Joseph Kim, em entrevista. O plano depende da eliminação de vários obstáculos, como estudos em humanos que devem começar no fim do segundo trimestre ou início do verão no hemisfério norte, disse.

“Estamos correndo o mais rápido possível”, afirmou.

O patógeno está correndo muito mais rápido. O coronavírus já contaminou mais de 83 mil pessoas em alguns meses, despertando o temor de pandemia. Inovio, Moderna, Johnson & Johnson e Sanofi estão entre as empresas que se esforçam para levar a vacina contra o coronavírus até a linha de chegada. A urgência aumenta no mesmo ritmo das infecções. Na quinta-feira, a Nigéria, o país mais populoso da África, confirmou o primeiro caso ao sul do deserto do Saara.

O desenvolvimento de vacinas geralmente é um processo arriscado e caro que pode levar anos. Muitas vezes, quando as doses estão prontas, a crise de saúde já foi amenizada, deixando fabricantes de medicamentos com pouco incentivo para continuar. A Inovio, que é financiada com fundos de até US $ 9 milhões da Coalition for Epidemic Preparedness Innovations, de Oslo, está entre as que tentam acelerar a linha do tempo.

A Inovio não seria capaz de produzir uma vacina em grandes quantidades por conta própria. Os recursos e a escala de empresas gigantes seriam cruciais, como o uso da vacina da Merck contra o surto de ebola na República Democrática do Congo destaca. A Merck doou 275 mil doses para a Organização Mundial da Saúde e está comprometida a fabricar outras 470 mil.

“Estamos estabelecendo proativamente relacionamentos adicionais” para aumentar a produção, disse Kim, sem revelar os nomes de possíveis parceiros. A empresa conversa com empresas farmacêuticas globais, fabricantes chineses, entre outros grupos.

Para contatar o editor responsável por esta notícia: Daniela Milanese, dmilanese@bloomberg.net

Repórter da matéria original: James Paton London, jpaton4@bloomberg.net

Para entrar em contato com os editores responsáveis: Eric Pfanner, epfanner1@bloomberg.net, Anne Pollak, John Lauerman

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