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Chefe da comunicação de Bolsonaro compara dados da pandemia a futebol para criticar a imprensa

Chefe da Secom compara dados da pandemia a transmissão de futebol - Foto: Reprodução/Twitter

A decisão polêmica do governo de Jair Bolsonaro (sem partido) de divulgar os dados da pandemia do novo coronavírus apenas no fim do dia gerou muitas repercussões negativas. Nesta segunda-feira (08), Fabio Wajngarten, chefe da Secretaria Especial de Comunicação Social do Governo Federal (Secom), comentou o caso de uma maneira inusitada.

“Novamente dois pesos e duas medidas por parte da mídia: divulgar boletim da saúde às 22:00 é escândalo. Transmitir futebol às 22:00 sem transporte público, todos ficam calados", escreveu Wanjngarten em crítica aos veículos de comunicação.

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Na última sexta-feira (05), ao ser questionado sobre a mudança de horário do boletim da Covid-19, Bolsonaro afirmou: “acabou a matéria no Jornal Nacional”, em referência ao principal jornal da TV Globo, que se encerra antes das 22h.

Além de atrasar a divulgação, o governo mudou a forma de divulgação dos dados, sem incluir total de mortes e casos confirmados e excluindo também a faixa etária das vítimas e dos infectados. A medida foi amplamente criticada por autoridades médicas e nomes da política durante todo o final de semana.

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Na noite deste domingo (07), o Ministério da Saúde divulgou dois informes com informações distintas, nos quais houve uma diferença de 857 mortos. A pasta não informou qual o motivo da disparidade.

Nesta segunda-feira, visando combater a desinformação, os veículos Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo, G1 e UOL decidiram formar uma parceria e trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias nos 26 Estados e no Distrito Federal sobre a pandemia.

Além dessa frente, o Conass (Conselho Nacional dos Secretários de Saúde) lançou, no domingo (7), um painel próprio de informações, reunindo dados de contaminados e de óbitos em contagem paralela à do governo.

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