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F1: Antes contrário ao halo, Grosjean admite que item salvou sua vida

Luke Smith
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Após seu acidente no GP do Bahrein de Fórmula 1, Romain Grosjean fez uma homenagem ao halo por salvá-lo na terrível batida no início da corrida, quando o francês da Haas bateu de frente contra um guard rail em Sakhir.

O piloto bateu ao sair da Curva 3 na primeira volta da corrida no Bahrein neste domingo, colidindo contra a barreira do lado direito da pista a 221km/h com uma força brutal de mais de 50G.

A colisão com a barreira partiu o carro Haas VF-20 de Grosjean em dois e causou um grande incêndio. Ele conseguiu escapar do incêndio rapidamente e foi recebido pela equipe médica da FIA, com o monocoque de seu carro permanecendo alojado no meio da barreira.

O francês foi levado para o hospital, onde foi constatado que ele sofreu queimaduras nas costas de ambas as mãos. Mas, após preocupações iniciais, todas as radiografias realizadas não mostraram sinais de fratura.

Em um vídeo postado em sua conta do Instagram de sua cama no hospital, Grosjean falou com seus fãs para dar uma atualização sobre sua condição e agradecer àqueles que o ajudaram a emergir sem grandes lesões.

"Olá a todos, eu só queria dizer que estou bem - bem, mais ou menos bem", disse Grosjean, antes de fazer referência às grandes bandagens brancas em suas mãos. "Muito obrigado por todas as mensagens."

"Eu não era a favor do halo há alguns anos, mas acho que é a melhor coisa que trouxemos para a F1, e sem ele eu não seria capaz de falar com vocês hoje", afirmou o piloto, que era contrário à introdução do item de segurança.

"Portanto, obrigado a todo o pessoal médico do circuito, do hospital, e espero poder escrever em breve algumas mensagens e dizer como tudo está correndo", completou o piloto, que deixará a Haas no fim de 2020.

Grosjean permanecerá no hospital durante a noite para se submeter ao tratamento das queimaduras nas costas das mãos, além de estar sujeito a novas observações dos médicos no Bahrein.

A Haas ainda não anunciou se ele estará ou não apto para pilotar no GP do Sakhir do próximo fim de semana, mas o chefe da equipe, Gunther Steiner, disse estar confiante de que Grosjean gostaria de estar no carro se estiver em forma.

"Conhecendo-o, ele quer estar de volta, mas veremos isso amanhã, quando eles tirarem as bandagens, porque ele não tem ideia de como as mãos estão", ponderou o dirigente italiano da Haas.

"Para mim, a única coisa boa é que não aconteceu nada de ruim. Não foi bom, mas ele está seguro, está com saúde. O resto veremos amanhã, quando falarmos com os médicos", completou Steiner.