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Fósseis de 4 dinossauros da Patagônia chilena são os mais ao sul já achados

Paleontólogos escavaram fósseis de quatro espécies diferentes de dinossauro no sul da Patagônia chilena, o mais ao sul que qualquer registro dessas criaturas preservar foi encontrado na história. A inóspita região revelou ser uma jazida de fósseis muito prolífica na última década, composta pelo vale do rio de Las Chinas. Inéditos para o local, os fósseis foram encontrados em Cerro Guido, dentro do vale, a 2.800 km ao sul de Santiago, na fronteira com a Argentina.

Mesmo que Las Chinas já esteja acostumando os cientistas a encontros fósseis, eles relatam animação com a descoberta de fósseis nunca antes encontrados na região, dada a novidade que traz à paleontologia. Participando da pesquisa, estiveram especialistas do Instituto Antártico Chileno (Inach), da Universidade do Chile e Universidade do Texas.

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Dinossauros, aves e mais

Entre as principais descobertas, estão os dentes e restos ósseos pós-cranianos de um megaraptor, um terópode raro na região — o que denunciou a espécie foi a curvatura para a frente apresentada pelos dentes. A extinta criatura ostentava garras de raptor, dentes pequenos feitos para rasgar e extremidades superiores avantajadas, garantindo uma posição bem alta na cadeia alimentar. Sua datação a coloca no final do período Cretáceo, de 75 a 66 milhões de anos atrás.

Dois exemplares da subfamília Unenlagiinae também foram encontrados. Eles eram parentes próximos dos velociraptors, mas os cientistas não conseguiram determinar a espécie específica. Alguns aspectos nebulosos do fóssil podem indicar que sejam um ramo totalmente diferente de unenlagia, um dinossauro inédito à ciência.

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Para completar a diversidade dos restos, os outros dois fósseis representavam uma linhagem de dinossauros avianos, ou seja, ancestrais das aves. Um deles era um Enantiornithe, categoria de pássaros mais abundante e diversa da era Mesozoica. O outro era do clado Ornithrinae, um ancestral mais direto das aves modernas.

Não muito longe do local onde foram desenterrados os fósseis, cujo trabalho abarcou de 2016 a 2020, já havia sido descrito um Stegouros elengassen, revelado em 2021 por paleontólogos chilenos. Além da diversidade terópode totalmente nova, os achados ajudam os cientistas a saber mais sobre os padrões biogeográficos da região sul do mundo no final da separação do antigo continente da Gondwana. Nos próximos anos, espera-se que a Patagônia chilena continue nos surpreendendo com fósseis e contribuições paleontológicas das mais diversas.

Fonte: Canaltech

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