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Fórum de Saúde Brasil: pandemia exige novos processos de gestão hospitalar

·4 minuto de leitura

RIO - Os sistemas público e privado de saúde precisaram reinventar seus processos de gestão nesses 14 meses de pandemia do novo coronavírus.

O enfrentamento da crise sanitária exigiu repensar modelos de negócios; adaptar o atendimento especializado, com a digitalização de serviços; estabelecer medidas de cooperação técnica entre gestores para adquirir insumos; e encontrar soluções administrativas que permitissem aumentar a oferta de leitos e contratar mais profissionais de saúde.

Esses desafios foram os temas centrais do debate “A gestão dos hospitais durante a pandemia de Covid-19 em suas diferentes fases”, que abriu o Fórum de Saúde Brasil, na última segunda-feira.

O evento é uma realização dos jornais O GLOBO e Valor Econômico e da revista Época, com patrocínio da Dasa.

Mediado pela jornalista Flávia Oliveira, o encontro contou com a participação do diretor executivo da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), Antônio Britto; do diretor-geral do Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, Roberto Rangel; do diretor-geral de Negócios Hospitalares e Oncologia na Dasa, Emerson Gasparetto; e da professora do Coppead/UFRJ e EAESP-FGV Claudia Affonso Silva Araujo.

'É público e privado'

Além de destacar a importância do Sistema Único de Saúde (SUS), os participantes citaram dois aprendizados da pandemia: a competência para equilibrar o atendimento aos pacientes com coronavírus com a atenção aos portadores de outras doenças; e a formação de uma rede nacional de pesquisa para gerir o que Britto chamou de “emergência da emergência”.

Diariamente, era feita uma consulta aos hospitais para saber em quais havia estoque para menos de cinco dias. A partir daí, começava a busca junto a fabricantes — nacionais ou internacionais — e ao governo para que essas unidades fossem priorizadas, independentemente de serem públicas ou particulares.

— A pandemia não detectou fatos novos na estrutura, ela agravou um problema. Os respiradores que faltaram em Manaus para os pacientes de coronavírus são o tratamento oncológico que falta todos os dias no Amazonas — afirmou. — Não podemos mais pensar na lógica de público versus privado. É público e privado.

A pandemia também acelerou o movimento de implantação do atendimento médico pela internet, e a intensificação do uso de tecnologia e de modelos digitais de gestão.

— Aceleramos a digitalização da saúde. Agora, na segunda onda, desospitalizamos cerca de cem pacientes por dia com telemedicina, acompanhando estas pessoas em casa — explicou Gasparetto.

Todas essas medidas permitiram ao sistema de saúde como um todo ir se adaptando diante dos obstáculos que surgiam. Rangel observou que, há alguns meses, o tempo médio de internação era de 20 dias. Hoje, está em sete. A faixa etária mudou. Com a vacinação de idosos, os óbitos e internações se concentraram nos pacientes de 40 a 59 anos. O tempo entre internação e óbito ficou mais curto.

Lidar com as mudanças foi uma das maiores dificuldades para os profissionais de saúde, mas nem de longe a única ou a mais grave.

— Os profissionais recebem um volume enorme de informação desencontrada. Muita gente que chega para ser internada relata tratamentos que ficamos surpresos em saber de onde surgiram — contou o diretor do Ronaldo Gazolla, que também destacou a importância da cooperação técnica para o manejo mais eficiente das redes. — O distanciamento entre público e privado diminuiu bastante. A questão da lotação, da falta de profissionais e do abastecimento foi a mesma para todos. Por isso, houve trocas, empréstimos e doações.

Gargalo no setor

Diante da experiência dos últimos meses, Claudia Araujo destacou a necessidade de destinar recursos e investimentos para projetos de pesquisa científica. Os problemas na vacinação e a dependência externa de insumos para fabricação dos imunizantes deixaram claro que há um gargalo no setor:

— A inovação é uma das vocações para o desenvolvimento econômico do Rio. Mesmo assim, houve sistemática redução de recursos destinados à ciência. O que estamos vivendo realça a importância de investir e alocar recursos da União em ciência. Sem dinheiro, equipes inteiras são desmobilizadas.

*Especial para O GLOBO

Confira a programação do Fórum de Saúde Brasil

Dia 17/5

O impacto do coronavírus no setor dos planos de saúde e no serviço dos segurados (9h30m às 11h)

Mediação: Flávia Oliveira

Debatedores: Rogério Scarabel Barbosa, diretor-presidente substituto e diretor de Normas e Habilitação dos Produtos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) ; José Cechin, Superintendente executivo do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS); e Vera Valente, diretora executiva da Fenasaúde

Os gargalos na legislação do setor (16h30m às 18h)

Mediação: Luciana Casemiro

Debatedores: César Brenha Rocha Serra - Diretor de Desenvolvimento Setorial Substituto da ANS; Ana Carolina Navarrete, advogada e coordenadora do programa de Saúde do Idec; Manoel Peres, diretor-presidente da Bradesco Saúde; e Marcos Patullo, Sócio de Escritório Vilhena Silva Advogados.

Dia 24/5

O papel da indústria farmacêutica na garantia de vacinas seguras contra a Covid-19 (9h30m às 11h)

Mediação: Flávia Oliveira

Debatedores: Mauricio Zuma, Diretor de Bio-Manguinhos/Fiocruz; e Isabella Ballalai, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm)

A falta de insumos e a dependência externa para a produção de vacinas (16h30m às 18h)

Mediação: Luciana Casemiro

Debatedores: Antonio Carlos de Costa Bezerra, presidente-executivo da Abifina; e Ricardo Gazzinelli, Pesquisador de Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Professor a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).