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Fórum de Saúde Brasil: evento discute os sistemas público e privado e os desafios da pandemia de Covid-19

·6 minuto de leitura

RIO - Nunca os brasileiros falaram tanto sobre saúde. Mas como transformar em conhecimento todas as discussões provocadas pela pandemia do novo coronavírus de forma a garantir aos cidadãos um sistema — público ou privado — mais eficiente e mais habilitado a reagir a crises?

Para responder a essa questão, os jornais O GLOBO e Valor Econômico e a revista Época promovem nesta segunda-feira, 10, e nos dias 17 e 24, o Fórum de Saúde Brasil. O evento, que tem patrocínio de Dasa e Fenasaúde, reunirá, em seis encontros, autoridades, médicos, pesquisadores e especialistas, que vão tratar de temas como políticas públicas, gestão de hospitais e produção de vacinas.

— O que estamos vivendo deixará marcas fortes nos gestores. Acredito que haverá mais atenção à gestão da cadeia de suprimentos. Um legado positivo poderá ser uma maior aproximação entre os setores público e privado — observa uma das palestrantes, a professora do Coppead/UFRJ e EAESP-FGV Claudia Affonso Silva Araujo.

Os debates acontecerão em dois horários, às 9h30m e às 16h30m, com transmissão por YouTube, Facebook, Linkedin e sites dos jornais O GLOBO e Valor Econômico, e por Youtube e Facebook da revista Época.

Nesta segunda, 10, o Fórum de Saúde Brasil será aberto pelo tema “A gestão dos hospitais durante a pandemia de Covid-19 em suas diferentes fases”. Com mediação da colunista do GLOBO Flavia Oliveira, participam, além de Claudia Araujo, o diretor executivo da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), Antônio Britto; o diretor-geral do Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, Roberto Rangel; e o diretor-geral de Negócios Hospitalares e Oncologia na Dasa, Emerson Gasparetto.

— A pandemia funcionou como uma tomografia em altíssima definição das qualidades e problemas do sistema de saúde do Brasil. Entre os pontos positivos, o quanto o SUS é importante e, por isso mesmo, precisa de melhorias permanentes de gestão e de novas fontes de financiamento. A sociedade também percebeu o quanto são indispensáveis os hospitais privados e filantrópicos. Eles oferecem leitos ao SUS, recebem enormes contingentes de pacientes, que, em outra situação, sobrecarregariam ainda mais o sistema público — afirma Britto.

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O objetivo do primeiro encontro é discutir, entre outras questões, como foi a administração de recursos do SUS e como os hospitais conseguiram se reorganizar para receber os pacientes de Covid-19 sem deixar de atender os portadores de outras doenças.

No caso do Ronaldo Gazolla, hospital referência para Covid-19 no Rio de Janeiro, o processo foi complexo.

— A reorganização do Gazolla, iniciada no ano passado, demandou realocar em outras unidades todos os demais serviços e transformar esses espaços em enfermarias ou CTIs de Covid-19. Em janeiro, nossa capacidade operacional e real era de 250 leitos. Hoje, com novas mudanças na estrutura, chegamos a 420, a maior parte de CTI — explica Rangel.

À tarde, com mediação da jornalista do GLOBO Luciana Casemiro, o segundo debate tratará de “O impacto do investimento em pesquisa clínica e em novas tecnologias durante e após a pandemia”. Participam Ana Maria Malik, coordenadora do FGV Saúde; Andreza Senerchia, head de Pesquisa Clínica da Dasa; Fernanda Tovar-Moll, presidente do IDOR; e Rogério Rufino, diretor-geral da Policlínica Piquet Carneiro e cientista do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).

— A Covid não é a primeira pandemia e não será a última. É fundamental priorizar quais necessidades o país é capaz de resolver sozinho e se estruturar a partir disso — diz Ana Maria.

No dia 17, o primeiro encontro terá como tema “O impacto do coronavírus no setor dos planos de saúde e no serviço dos segurados” e convidados como o superintendente executivo do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), José Cechin; a diretora executiva da Fenasaúde, Vera Valente; e o diretor-presidente substituto e diretor de Normas e Habilitação dos Produtos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS),Rogério Scarabel Barbosa.

Na parte da tarde, o debate será sobre “Os gargalos na legislação do setor”, que contará com a presença do diretor de Desenvolvimento Setorial Substituto da ANS, César Brenha Rocha Serra; da coordenadora do programa de Saúde do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), Ana Carolina Navarrete; do diretor-presidente da Bradesco Saúde, Manoel Peres; e do advogado especializado em direito à saúde Marcos Patullo, sócio do escritório Vilhena Silva.

— Há dois gargalos na gestão dos planos de saúde que se tornaram mais evidentes na pandemia. Um é a precificação e o outro, o chamado rol, ou seja a lista dos exames e procedimentos que os planos cobrem. Embora 25% da população tenham planos de saúde, eles foram responsáveis por apenas 7% de todos os testes de coronavírus. A Agência Nacional de Saúde não conseguiu regular essa situação — avalia Ana Carolina.

O último dia do Fórum será dedicado à discussão sobre a questão das vacinas e dos insumos. O primeiro debate abordará “O papel da indústria farmacêutica na garantia de vacinas seguras contra a Covid-19”.

Já o encontro que encerra o evento, à tarde, abordará “A falta de insumos e a dependência externa para a produção de vacinas”. Entre os convidados está o imunologista Ricardo Gazzinelli, pesquisador da Fiocruz e professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

— O Brasil precisa de infraestrutura para avançar no desenvolvimento de vacinas. O Butantan está tentando desenvolver uma vacina em ovo, porque já possuía essa expertise. Se funcionar, será um salto e tanto. Mas é necessário ter tecnologia para produzir outras vacinas e para aprender a fazer a vacina com RNA, que promete ser revolucionária — comenta Gazzinelli.

Confira a programação do Fórum de Saúde Brasil

Dia 10/5

A gestão dos hospitais durante a pandemia de Covid-19 em suas diferentes fases (9h30m às 11h)

Mediação: Flávia Oliveira

Debatedores: Claudia Affonso Silva Araujo, professora do Coppead/UFRJ e EAESP-FGV; Antônio Britto, diretor executivo da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), Roberto Rangel, diretor-geral do Hospital Municipal Ronaldo Gazolla; e Emerson Gasparetto, diretor-geral de Negócios Hospitalares e Oncologia na Dasa.

O impacto do investimento em pesquisa clínica e em novas tecnologias durante e após a pandemia (16h30m às 18h)

Mediação: Luciana Casemiro

Debatedores: Ana Maria Malik, coordenadora do FGV Saúde; Andreza Senerchia, head de Pesquisa Clínica da Dasa; Fernanda Tovar-Moll, presidente do IDOR; e Rogério Rufino, diretor-geral da Policlínica Piquet Carneiro e cientista do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).

Dia 17/ 5

O impacto do coronavírus no setor dos planos de saúde e no serviço dos segurados Os gargalos na legislação do setor

Dia 24 / 5

O papel da indústria farmacêutica na garantia de vacinas seguras contra a Covid-19 A falta de insumos e a dependência externa para a produção de vacinas