Mercado fechará em 5 h 45 min
  • BOVESPA

    127.880,81
    -1.384,15 (-1,07%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    50.089,97
    -225,72 (-0,45%)
     
  • PETROLEO CRU

    73,54
    -0,12 (-0,16%)
     
  • OURO

    1.775,70
    -7,20 (-0,40%)
     
  • BTC-USD

    29.326,05
    -3.663,05 (-11,10%)
     
  • CMC Crypto 200

    695,32
    -99,01 (-12,46%)
     
  • S&P500

    4.225,37
    +0,58 (+0,01%)
     
  • DOW JONES

    33.818,42
    -58,55 (-0,17%)
     
  • FTSE

    7.077,87
    +15,58 (+0,22%)
     
  • HANG SENG

    28.309,76
    -179,24 (-0,63%)
     
  • NIKKEI

    28.884,13
    +873,20 (+3,12%)
     
  • NASDAQ

    14.155,75
    +25,75 (+0,18%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,9916
    +0,0163 (+0,27%)
     

Fórum de Saúde Brasil: Covid alavanca investimento em tecnologia e pesquisa

·4 minuto de leitura

RIO - O enfrentamento da Covid-19 provocou aprendizados e mudanças no setor de saúde que vieram para ficar.

O investimento em pesquisas, o uso maciço de banco de dados para estudos clínicos, as parcerias público-privadas e a união com start-ups são alguns desses recursos sem volta, segundo especialistas e gestores ouvidos no segundo debate do Fórum de Saúde Brasil, realizado na última segunda-feira.

A barreira para a telemedicina também caiu, na opinião da coordenadora do FGV Saúde, Ana Maria Malik, uma das participantes do encontro “O impacto do investimento em pesquisa clínica e em novas tecnologias durante e após a pandemia”, promovido pelos jornais O GLOBO e Valor Econômico e pela revista Época, com patrocínio da Dasa.

— Houve a necessidade de chegar ao século XXI. O modelo assistencial com o qual se trabalha hoje é muito século XX. As pessoas vão muito ao posto de saúde, ao hospital. O esforço do teleatendimento é longe de ser novo, mas, no Brasil, só houve autorização legal para se usar durante a pandemia. Lá fora, estão discutindo como melhorar o teleatendimento. Aqui ainda estamos vendo como fazer — comentou Ana Maria.

O evento, mediado pela jornalista do GLOBO Luciana Casemiro, teve a participação também de Andreza Senerchia, head de Pesquisa Clínica da Dasa; Fernanda Tovar-Moll, presidente do IDOR; e Rogério Rufino, diretor-geral da Policlínica Piquet Carneiro e cientista do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).

Papel dos pesquisadores

Andreza Senerchia destacou que a urgência do combate à doença levou a uma aceleração da transformação digital e do fortalecimento das redes de colaboração:

— Temos parcerias público-privadas e uma rede de colaboração com centros de pesquisa conectada ao banco de dados da Dasa, que atende 20 milhões de pacientes por ano.

Na avaliação de Andreza, contudo, o Brasil ainda não alcançou o reconhecimento merecido, mesmo tendo a quinta população do mundo, com uma diversidade étnica que favorece estudos clínicos, e sendo uma das 15 maiores economias do planeta e o sétimo mercado farmacêutico:

— Somos o 24º país em pesquisa clínica e só participamos de 2% dos estudos do mundo.

Presidente do Idor, o braço de pesquisa e ensino da Rede D’Or, Fernanda Tovar-Moll fez questão de destacar o papel relevante dos pesquisadores brasileiros na divulgação da informação científica durante a pandemia:

— O Brasil tem pesquisadores bem formados, que escrevem seus próprios protocolos. Não estamos só replicando o que vem de fora. Isso nos coloca na briga de igual para igual.

Na opinião do diretor-geral da Policlínica Piquet Carneiro, Rogério Rufino, a conquista desse espaço é resultado de investimentos passados em formação de recursos humanos, como o programa Ciências sem Fronteiras:

— Com absoluta certeza essa política teve impacto positivo neste momento. Não existe país forte em pesquisa sem apoiar jovens pesquisadores.

Rufino lembra que na pandemia foram desenvolvidas soluções que cortaram drasticamente o custo de equipamentos.

Com impressoras 3D, foram produzidos face shields e até videolaringoscópios. Um equipamento que custava R$ 15 mil saiu R$ 100.

União com start-ups

Outro avanço importante impulsionado pela pandemia, de acordo com Rufino, são as parcerias com start-ups, como a que deu origem à vacina da Pfizer. O imunizante é feito de RNA mensageiro, com sequência genética do vírus, uma evolução em relação às vacinas tradicionais.

Um ótimo exemplo que encontra pouco reflexo no Brasil. O país ainda investe pouco em pesquisa e desenvolvimento, seja no setor público ou privado. Apenas 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB), contra 2,7% nos Estados Unidos, 4,3% na Coreia do Sul e 3,4% no Japão.

— Temos que aumentar o investimento em recursos humanos — comentou Rufino, sem perder o otimismo: — Teremos vacinas melhores daqui a pouco. Isso nos permite sonhar.

*Especial para O GLOBO

Confira a programação do Fórum de Saúde Brasil

Dia 17/5

O impacto do coronavírus no setor dos planos de saúde e no serviço dos segurados (9h30m às 11h)

Mediação: Flávia Oliveira

Debatedores: Rogério Scarabel Barbosa, diretor-presidente substituto e diretor de Normas e Habilitação dos Produtos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) ; José Cechin, Superintendente executivo do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS); e Vera Valente, diretora executiva da Fenasaúde

Os gargalos na legislação do setor (16h30m às 18h)

Mediação: Luciana Casemiro

Debatedores: César Brenha Rocha Serra - Diretor de Desenvolvimento Setorial Substituto da ANS; Ana Carolina Navarrete, advogada e coordenadora do programa de Saúde do Idec; Manoel Peres, diretor-presidente da Bradesco Saúde; e Marcos Patullo, Sócio de Escritório Vilhena Silva Advogados.

Dia 24/5

O papel da indústria farmacêutica na garantia de vacinas seguras contra a Covid-19 (9h30m às 11h)

Mediação: Flávia Oliveira

Debatedores: Mauricio Zuma, Diretor de Bio-Manguinhos/Fiocruz; e Isabella Ballalai, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm)

A falta de insumos e a dependência externa para a produção de vacinas (16h30m às 18h)

Mediação: Luciana Casemiro

Debatedores: Antonio Carlos de Costa Bezerra, presidente-executivo da Abifina; e Ricardo Gazzinelli, Pesquisador de Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Professor a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos