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Fábrica de chocolates terá hotel em Campos do Jordão a R$ 1.500 a diária

·5 min de leitura
**Arquivo**ITAPEVI, SP, BRASIL, 18-10-2021: Retrato do fundador da Cacau Show, Alexandre Tadeu da Costa na empresa, em Itapevi. (Foto: Bruno Santos/ Folhapress)
**Arquivo**ITAPEVI, SP, BRASIL, 18-10-2021: Retrato do fundador da Cacau Show, Alexandre Tadeu da Costa na empresa, em Itapevi. (Foto: Bruno Santos/ Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Alexandre Costa, fundador e diretor-executivo da Cacau Show, torce para que 2022 traga uma Páscoa melhor do que nos dois últimos anos.

Em 2020, a data coincidiu com o início da pandemia, um momento de incertezas e forte isolamento social. Já neste ano, caiu na segunda fase da doença, quando as medidas de restrição para evitar a transmissão tiveram que ser reforçadas novamente.

Apesar dessas dificuldades, desde abril de 2020 a empresa abriu quase 350 novas lojas --hoje tem 2.644 em operação, com outras 56 em processo de abertura -- e deve inaugurar seu primeiro hotel em dezembro.

A hospedagem, em Campos do Jordão (SP), está em fase final de negociação para ser operada pelo Txai Resorts, que tem um hotel de luxo em Itacaré (BA), região produtora de cacau, e será temático do fruto.

"O hotel nasce como um desejo genuíno nosso de ampliar a experiência do consumidor. Quando a pessoa vai à loja, não tem tempo de permanência suficiente para fazer aquele mergulho no universo do chocolate e do cacau", diz Costa.

Neste ano, durante a pandemia, a empresa também criou outro formato de loja, em contêiner. Das 500 lojas já contratadas para este ano, 250 são no formato, que exige investimento de R$ 50 mil, quase um quarto do necessário para um ponto de venda em modelo tradicional, de R$ 180 mil.

"Recebemos anualmente 30 mil pessoas que querem ser franqueados e percebemos que quase metade tem por volta de R$ 50 mil para investir, e não tinha negócio para eles", afirma.

Os contêineres são alugados pela empresa aos franqueados e ficam estacionados em pontos de grande movimentação, como em frente a supermercados, praças e em estacionamentos.

As lojas em shoppings representam cerca de 40% dos pontos de venda da marca e foram as mais afetadas pela pandemia, já que os centros de compra ficaram fechados e com mais restrições de funcionamento, na comparação com lojas de rua.

Agora, com a queda no registro de novas mortes e o aumento da vacinação, Costa afirma que o movimento já voltou ao patamar de antes da doença. "Vendemos 40% acima de 2019 no Dia dos Professores e no das Crianças, o que é muito positivo", diz.

Como tantas outras empresas, a Cacau Show precisou melhorar seu sistema de ecommerce ao longo da pandemia. De acordo com o fundador, foram investidos R$ 1 milhão para integrar todos os pontos de venda ao sistema de compras virtuais.

A ideia da empresa era tornar cada ponto de venda um centro de distribuição do ecommerce.

Hoje, Costa afirma que as vendas virtuais têm participação de "dois dígitos" no faturamento da empresa, e que devem continuar neste patamar mesmo depois que a pandemia passar.

As lojas voltaram a atrair clientes e a dificuldade para obter alguns insumos da produção, que marcou a empresa no segundo semestre de 2020 e no primeiro deste ano, foi estabilizada, mas deu lugar à preocupação com o aumento no preço dos produtos utilizados para fabricar e embalar os chocolates.

"Tudo aumentou muito de preço, papelão, leite, açúcar. Tivemos por volta de 30% de aumento de custo, e não chegamos a repassar 10% para o cliente", afirma Costa.

Questionado se prevê novos reajustes em breve, o empresário diz esperar que o preço dos insumos recue, já que não há uma explosão no consumo que justifique esse aumento.

A disparada do preço do dólar, que fechou a R$ 5,6420 nesta sexta-feira (29) -mas que bateu os R$ 5,75 na semana anterior, após o anúncio de que o governo federal iria modificar o teto de gastos para financiar o programa Auxílio Brasil-, porém, é um sinal de alerta.

"[O preço das matérias-primas] tende a voltar ao normal, a menos que o câmbio exploda, aí é problema", diz. O preço do cacau é definido pela Bolsa de Nova York.

Ter controle sobre o fruto que usa na produção dos chocolates é uma das metas da empresa, que já produz o próprio cacau em uma fazenda de Linhares (ES) e tem planos de expandir a área plantada.

O fruto nacional é utilizado na linha Bendito Cacao, que tem barras com até 85% de concentração. As demais linhas utilizam massa de cacau importada.

É a linha com fruto nacional que batiza o hotel da marca, que deverá se chamar Bendito Cacao Resort & Spa by Txai.

A hospedagem não será construída do zero. A Cacau Show comprou em dezembro do ano passado o hotel Blue Mountain, que passa por reforma desde julho. Segundo Rocha, estão sendo investidos R$ 90 milhões no projeto, entre a aquisição da propriedade e a reforma.

As diárias devem custar a partir de R$ 1.500, e o hotel terá 94 quartos, com duas suítes presidenciais.

"Queremos falar mesmo de cacau, porque já tem muita gente falando de chocolate", diz.

O fruto vai estar presente no spa, em tratamentos à base de manteiga de cacau e em esfoliações com sua casca, e também na decoração da hospedagem e em seu restaurante, em pratos doces e salgados.

"A cozinha vai ser uma fusão da Serra da Mantiqueira, com ingredientes de pequenos produtores locais, como queijos, azeites, frutas vermelhas, pinhão e vinhos, e a culinária da região cacaueira do sul da Bahia e do norte do Espírito Santo", afirma Costa.

A ideia, segundo o empresário, é oferecer uma hospedagem para famílias, e haverá atividades focadas em crianças, como oficinas de brigadeiro e um espaço para conhecer a história do cacau.

A Cacau Show é patrocinadora do reality show culinário "Masterchef", e o hotel deverá ter uma cozinha com a marca do programa, na qual os hóspedes vão aprender a fazer sobremesas com chocolate.

Costa conta que o plano de ter um hotel da marca já existia há pelo menos sete anos, e o empresário espera ter outras unidades da hospedagem no futuro. "A gente é super expansionista", diz.

Outras regiões de serra no país, como a cidade gaúcha de Gramado, são pontos de interesse para a marca. "É uma possibilidade super viável".

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RAIO-X

Fundação: 1988, na Casa Verde, zona norte de São Paulo

Funcionários: 3.307, sendo 264 nas lojas próprias e 3.043 na indústria e escritório

Lojas: 2.400 franqueadas e 244 próprias

Produção: Capacidade para 22 mil toneladas ao ano

Faturamento: R$ 2 bilhões em 2020 e previsão de R$ 2,9 bilhões em 2021

Principais concorrentes: Kopenhagen, Lindt, Dengo e Brasil Cacau

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