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Extrema pobreza caiu a mínima histórica no Brasil em 2020, diz Banco Mundial

***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 11.10.2022 - Pessoas em fila em frente à agência da Caixa Econômica Federal, na avenida Sapopemba, na zona leste de São Paulo. (Foto: Rivaldo Gomes/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 11.10.2022 - Pessoas em fila em frente à agência da Caixa Econômica Federal, na avenida Sapopemba, na zona leste de São Paulo. (Foto: Rivaldo Gomes/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O percentual de brasileiros vivendo em extrema pobreza em 2020 foi o menor já registrado na série histórica do Banco Mundial, iniciada em 1981.

No ano em que houve a eclosão da pandemia de Covid-19 no país e a implementação do auxílio emergencial de R$ 600 em resposta, o percentual de brasileiros vivendo com menos de US$ 2,15 por dia caiu para 1,95%.

Em 2019, antes do impacto do vírus, esse percentual era de 5,39%.

Em números totais, a redução foi de 11,37 milhões para 4,14 milhões de pessoas no período. Ou seja: 7,23 milhões de pessoas saíram dessa situação entre 2019 e 2020.

Desde setembro, a instituição passou a adotar o limite de US$ 2,15 por dia para a faixa de extrema pobreza, em substituição aos US$ 1,90 usados anteriormente.

A fatia de brasileiros nessa situação vinha numa trajetória ascendente a partir de 2014, quando o país Brasil entrou em recessão. Antes disso, houve uma longa trajetória de queda desse percentual, desde 2003.

O recorde da série histórica do Banco Mundial foi registrado em 1981. Naquele ano, 30,6% dos brasileiros viviam em extrema pobreza (considerando preços de 2017).

Outros estudos da instituição já relacionavam o peso que o auxílio emergencial teve na queda da pobreza mais elevada. "O Brasil conseguiu reduzir a pobreza extrema em 2020, apesar da crise econômica contração, principalmente usando um sistema de transferência de dinheiro digital baseado na família", diz um documento do início deste ano.

O auxílio emergencial chegou a contemplar 68 milhões de pessoas, com a distribuição de R$ 354,6 bilhões, de acordo com o Ministério da Cidadania. A medida era direcionada ao apoio às famílias a passarem pelos momentos mais extremos da pandemia.

O efeito do benefício sobre a pobreza no Brasil também já havia sido apontado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em estudo divulgado em 2021. Sem ele, a proporção de brasileiros em extrema pobreza alcançaria 12,9% em 2020, segundo o instituto (considerando o parâmetro adotado na época pelo Banco Mundial, de US$ 1,90 por dia).

O percentual corresponde a cerca de 27,3 milhões de brasileiros.

Com o impacto dos programas sociais, porém, essa taxa caiu para 5,7% no ano inicial da pandemia —o resultado equivale a cerca de 12 milhões de pessoas no país. O percentual foi o menor registrado desde 2015 (5,1%). A série do IBGE reúne dados a partir de 2012.

Ao atingir especialmente os mais vulneráveis, os programas sociais ainda reduziram a desigualdade de maneira temporária, sinaliza o IBGE.

O índice de Gini, que mede a disparidade entre os ganhos de pobres e ricos, recuou em 2020 para 0,524, mesmo patamar de 2015 e o menor da série iniciada em 2012.

Em um cenário sem as transferências de renda, o indicador teria alcançado 0,573, o maior valor da série, segundo o IBGE.

O índice de Gini varia de zero a um. Quanto mais próximo de zero estiver o resultado, menor é a desigualdade.