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Extinção dos dinossauros pode ter sido causada por impacto de cometa distante

Danielle Cassita
·2 minuto de leitura

A teoria prevalecente sobre a causa da extinção dos dinossauros envolve um asteroide que teria causado um impacto devastador, abrindo a cratera de Chicxulub no litoral do México. Contudo, a origem da rocha ainda não estava clara, e também não sabíamos bem como ela veio para a Terra. Agora, um novo estudo de pesquisadores da Universidade de Harvard pode ter as respostas destas perguntas.

O professor Avi Loeb trabalhou junto de Amir Siraj com análises estatísticas e simulações gravitacionais, e eles concluíram que, na verdade, o impacto teria sido causado por um cometa distante que veio da Nuvem de Oort; trata-se de uma nuvem de detritos bem distante, localizada nos limites do Sistema Solar. Nisso, uma parte significativa de um tipo de cometa dela teria sido afetada pela gravidade de Júpiter.

Representação da Nuvem de Oort, composta por cometas (Imagem: Reprodução/NASA)
Representação da Nuvem de Oort, composta por cometas (Imagem: Reprodução/NASA)

Essa rocha teria sido "puxada" para o Sistema Solar devido à gravidade do planeta: “basicamente, Júpiter atua como uma máquina de pinball”, explica Siraj. Nisso, a gravidade joviana faz com que os cometas sigam em períodos longos e próximos ao Sol; por estarem próximos demais da nossa estrela, eles acabam afetados pelas forças de maré e se rompem em cometas menores. Esses fragmentos teriam seguido em trajetórias que passam pela órbita da Terra, por isso têm chances significativas de atingir nosso planeta.

Os cálculos de Loeb e Siraj mostraram um aumento de quase dez vezes da chance de cometas de período longo atingirem a Terra, o que corresponde à idade da cratera Chicxulub e explicaria sua origem. Além disso, essa teoria pode ajudar a investigar as origens de outras formações: segundo eles, crateras de tamanho semelhante na Terra têm mais chances de terem sido formadas por condritos carbonáceos, um material primitivo cujas origens se relacionam ao início do Sistema Solar. Isso é importante porque apenas 10% dos asteroides do Cinturão têm essa composição, enquanto a maior parte dos cometas de período longo é formada por eles.

A península de Yucatan, onde fica a cratera de Chicxulub (Imagem: Reprodução/ESA/NASA)
A península de Yucatan, onde fica a cratera de Chicxulub (Imagem: Reprodução/ESA/NASA)

Quando o observatório chileno Vera Rubin entrar em operação, eles acreditam que talvez seja possível ver os efeitos da disrupção de maré nos cometas de períodos longos: “devemos ver pequenos fragmentos da Nuvem de Oort vindo para a Terra com mais frequência”, disse Loeb. “Espero que consigamos testar a teoria com mais dados nos cometas de período longo, ter estatísticas melhores e, quem sabe, ver evidências para fragmentos”. Para ele, entender a questão é essencial não só para solucionar um dos maiores mistérios da história da Terra, mas também para o caso de um evento do tipo ameaçar nosso planeta outra vez.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista Nature.

Fonte: Canaltech

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