Exterior pesa, mas Bovespa sustenta os 60 mil pontos

A Bovespa conseguiu, finalmente, se sustentar acima dos 60 mil pontos pelo segundo dia consecutivo. O feito é atribuído, principalmente, a forte alta dos papéis da Petrobras, após o governo afirmar que irá reajustar o preço dos combustíveis em 2013. O cenário externo mais tranquilo pela manhã também abriu espaço para que outros papéis tivessem alta consistente, como os dos bancos. Já Vale fez pressão contrária e impediu uma alta mais forte do Ibovespa.

Perto do fechamento, no entanto, a Bolsa desacelerou os ganhos, acompanhando a piora do mercado acionário em Nova York, após o presidente da Câmara dos Representantes, o republicano John Boehner, afirmar que a Casa vai votar projeto de orçamento dos republicamos nesta quinta-feira e de que o presidente dos EUA, Barack Obama, pode ser responsável pelo maior aumento de impostos da história do país. Para Boehner, a proposta de Obama para orçamento não é equilibrada.

O Ibovespa encerrou com ganho de 0,89%, aos 60.998,34 pontos. Com isso, a alta acumulada no mês foi ampliada para 6,13% e, no ano, para 7,48%. Na mínima, o índice atingiu 60.396 pontos (-0,11%) e, na máxima, 61.212 pontos (+1,24%). O giro financeiro ficou em R$ 8,562 bilhões.

O exterior abriu espaço para os investidores irem às compras e fatos domésticos contribuíram para a performance de alguns papéis. É o caso, por exemplo, de Petrobras, que foi alvo de fortes compras logo após o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmar que certamente haverá aumento no preço dos combustíveis em 2013. "Não é nada de novo, mas a informação abriu espaço para um pequeno rali de fim de ano", disse o operador de uma grande corretora, lembrando ainda que muitas ações estão com os preços descontados. A ação ON da petroleira encerrou com ganho de 3,58% e a PN avançou 3,77%.

No setor financeiro, Bradesco PN subiu 2,47%, units do Santander, +0,54%, Itaú Unibanco PN, +3,53% e Banco do Brasil ON, +5,31%, sendo que os dois últimos figuraram entre os destaques de alta do Ibovespa, que também teve BM&FBovespa (+3,17%). No caso do BB, as ações tiveram os ganhos ampliados após notícias de que a instituição já teria contratado bancos para fazer o IPO de sua subsidiária de seguros.

Para o setor, influenciou a informação do Banco Central de que, após quatro meses de estabilidade em 5,9%, a inadimplência média do crédito livre recuou 0,1 ponto porcentual e encerrou o mês de novembro em 5,8%. A queda ocorreu no segmento de pessoas físicas, cujos calotes caíram de 7,9% para 7,8%. Já a inadimplência das empresas ficou estável em 4,1% no mês passado.

O BC informou ainda que o estoque de operações de crédito do sistema financeiro subiu 1,5% em novembro ante outubro e chegou a R$ 2,304 trilhões. No trimestre encerrado em novembro, a carteira cresceu 4,1%. No ano até novembro, a alta é de 13,5%, enquanto em 12 meses, o total de operações de crédito registrou expansão de 16,1%.

Já Vale foi no sentido contrário e caiu 1,80% a ação ON e ficou entre os destaques de queda do índice. A ação PNA recuou 1,20%.

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