Exterior ajuda, dólar cai 0,35% e fecha a R$ 1,9860

A busca por ativos de maior risco no exterior, traduzida por ganhos consistentes das Bolsas em Nova York e na Europa, fez o dólar recuar ante o euro e em relação ao real nesta terça-feira. A moeda norte-americana fechou a R$ 1,9860 no mercado à vista de balcão, em queda de 0,35%, após permanecer no território negativo em toda a sessão.

Pela manhã, a moeda bateu a máxima de R$ 1,9940 (+0,05%) e, à tarde, atingiu a mínima de R$ 1,9820 (-0,55%). Perto das 16h40, a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro de US$ 4,012 bilhões. O dólar pronto da BM&F caiu 0,08%, para R$ 1,9865, com apenas três negócios. No mercado futuro, a moeda com vencimento em março era cotada a R$ 1,99250, em queda de 0,50%.

No exterior, as perdas da véspera nos mercados de ações foram revertidas neste pregão por indicadores positivos de atividade, que colocaram em segundo plano as questões políticas na Espanha e na Itália. Os índices dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor de serviços dos Estados Unidos, da Europa e da China subiram em janeiro e devolveram o apetite por risco aos investidores, o que fez o euro avançar sobre o dólar.

Neste contexto, o dólar engatou trajetória de baixa ante o real, favorecida por um leve fluxo positivo. O diretor da Fourtrade Corretora de Câmbio, Luiz Carlos Baldan, afirmou que a entrada de dólares está maior neste início de fevereiro, após saldo negativo em janeiro.

A inflação, por sua vez, segue monitorada com atenção. "O Banco Central está comprometido em tentar manter a inflação dentro dos parâmetros. Na hora em que perceber que a taxa de câmbio vai para um lado ou para outro, de forma significativa, vai atuar", disse Baldan.

Pela manhã, declarações do ministro da Fazenda, Guido Mantega, sobre a política cambial do País, reforçaram a percepção de que o governo deseja que a moeda oscile pouco, de modo a beneficiar o setor produtivo e evitar repasses aos preços.

Mantega reiterou que o câmbio é flutuante com baixa volatilidade e que a taxa de juros no País é civilizada, "o que causa menos distorções ao câmbio". "O câmbio caminha para o equilíbrio sem intervenções do setor público", completou.

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