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Extensão do Brexit cabe ao Reino Unido, diz chefe da Comissão Europeia

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DUBLIN (Reuters) - Caberá ao Reino Unido decidir se busca mais tempo para negociar um acordo comercial com a União Europeia após o país deixar o bloco, disse a chefe da Comissão Europeia nesta quarta-feira.

O Reino Unido deve deixar a UE em 31 de janeiro após fechar um acordo de separação no final do ano passado, mas permanecerá vinculado a todas as regras do bloco até o final de 2020, em uma fase de transição acordada com o objetivo de amenizar sua saída.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, insiste que não pedirá mais tempo, mesmo que os líderes europeus, incluindo a presidente da Comissão da UE, Ursula Von der Leyen, ponham em dúvida a viabilidade de acordo comercial nos próximos 11 meses.

"Apenas um dos dois pode pedir uma extensão e esse é o Reino Unido. Vamos ver no meio do ano onde estamos", disse Von der Leyen em entrevista coletiva em Dublin.

Ela afirmou que Bruxelas está bem posicionada para avançar o mais rápido possível após reunião com Johnson na semana passada.

Um porta-voz de Von der Leyen acrescentou que, embora ambos os lados possam solicitar formalmente uma prorrogação, isso teria que ser acertado em comum.

Se o período de transição não for estendido para além de 2020, as relações comerciais entre a UE e o Reino Unido a partir do início de 2021 serão regidas por qualquer acordo que possa ser estabelecido até o fim deste ano ou pelas regras da Organização Mundial do Comércio.

(Reportagem de Padraic Halpin)