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Exposição no metrô incentiva tratamento de diabetes com qualidade de vida

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Exposição no metrô incentiva tratamento de diabetes com qualidade de vida
Exposição no metrô incentiva tratamento de diabetes com qualidade de vida

No mês da Luta pela Saúde da Mulher e da Mortalidade Materna, o empoderamento feminino se faz presente para implementar melhorias tanto no cotidiano como na sociedade em geral. Conforme dados da Organização Mundial da Saúde, há 199 milhões de mulheres que vivem com diabetes no mundo, e do total, 8,5 milhões são brasileiras.

Outro estudo revelou que doenças cardiovasculares englobam mais 23 mil mulheres por dia no mundo. No Brasil, as cardiopatias representam 30% das causas de mortes entre mulheres acima de 40 anos. Através do Ministério da saúde, um levantamento estimou que um em cada seis nascimentos ocorra em mulheres com alguma forma de hiperglicemia (que significa um aumento da taxa de açúcar no sangue) durante a gestação.

Sem planejamento, a diabetes pode resultar em casos de mortalidade e morbidade materna e infantil maiores. Foi pensando em alertar as mulheres e incentivar uma boa qualidade de vida que o Movimento Divabética nasceu.

Mulheres e diabetes

Uma pesquisa realizada em 2020 pela ADJ Diabetes Brasil mostrou que 91% dos 1700 brasileiros que monitoram a glicemia, 59% deles percebeu alterações e 31% constataram que houve mais variabilidade da glicemia, pois não possuem acompanhamento médico como o ideal.

Para mudar essa realidade, o Movimento Diavética procura diminuir o tabu e negatividade acerca da diabetes para remover a barreira do tratamento, já que a falta de aceitação é um dos fatores que priva as pessoas de se cuidarem.

A Fabiana Couto, fundadora do Movimento Divabética, teve a ideia de aproximar o público deste assunto através de uma exposição no metrô e online. “Só vemos dados horríveis, mas queremos mostrar que não é só isso, é possível ter mais qualidade de vida com autocuidado”, explicou ela sobre a importância de conscientizar sobre os riscos da doença mal controlada.

Focada em inspirar outras mulheres, Fabiana afirmou que o ideal é encontrar um caminho de tratamento para ter uma vida boa e feliz. Com depoimentos de representantes do sexo feminino, a exposição mostra transformações de vida, após o diagnóstico de diabetes. “Elas relatam que quando descobriram a diabetes, achavam que iam morrer e o movimento foi criado para uma rede de apoio: conhecer, inspirar e levar essa representatividade”, disse.

diabetes
Movimento Divabética

Aceitação

Pensando em popularizar o assunto durante o mês em que são comemoradas a Redução da Mortalidade Materna e a Luta pela Saúde da Mulher, datas que integram o 5º Objetivo de Desenvolvimento do Milênio (ODM), da Organização das Nações Unidas (ONU), o Movimento Divabética realiza a Exposição de fotos Mulheres & Diabetes na Estação Tatuapé do Metrô, no espaço Cultural Nível B – Mezanino, localizado em São Paulo.

A resiliência surgiu com Fabiana Couto, empresária e psicanalista, que convive com o diabetes desde os 13 anos de idade. ”A iniciativa tem o intuito de sensibilizar a população brasileira trazendo histórias reais e exemplos de superação de mulheres com diabetes, bem como educar e conscientizar sobre os riscos da doença quando mal controlada, promovendo maior qualidade de vida”, enfatizou.

A fundadora pontuou como é prejudicial a desinformação na sociedade e a exposição visa motivar e falar do lado emocional, impactando positivamente. Com fotos e depoimentos produzidos em um ensaio fotográfico no ano passado antes da pandemia iniciar, o evento reúne histórias de 13 mulheres com a condição que superaram os desafios da doença.

A campanha Mulheres & Diabetes inclui também o formato online e que pode ser encontrado no site neste momento de isolamento social. É possível encontrar informações sobre o autocuidado, para controlar melhor o diabetes. Inclusive, mais detalhes também podem ser consumidas nas redes sociais.

Uma das histórias relatadas é a da Dra. Karla Melo, Doutora em Endocrinologia, coordenadora do Departamento de Saúde Pública e Advocacy da Sociedade Brasileira de Diabetes e com diabetes tipo 1 desde a infância. “A saúde feminina precisa de um cuidado especial devido às particularidades de cada período específico da vida da mulher como: adolescência, fase fértil e fases do ciclo menstrual, gestação e pós-menopausa”, contou.

Outra história é de Kath Paloma, pedagoga, 34 anos, que tem diabetes tipo 1 há 14, antes de ter seu filho Davi, teve uma primeira gestação interrompida: “Nunca tinha sonhado em ser mãe e engravidei sem planejamento. Estava com a glicemia alta já há alguns meses e acabei tendo um aborto. Após o que aconteceu, gostei da experiência de engravidar e decidi tentar novamente com todo o planejamento.”

Fabiana Couto argumentou que “o objetivo da exposição, além de levar conscientização e a educação às pessoas, é também romper com qualquer tipo de estigma ainda relacionado ao diabetes”. Portanto, há a necessidade das pessoas se amarem e se aceitarem, percebendo que a diabetes bem cuidado não tira a sua felicidade. “Espero que as pessoas se informem e que alcancemos o maior número possível”, conclui sobre o fato que quer que todas as mulheres se empoderem para seu autocuidado e, sejam saudáveis e felizes.

A exposição conta com o apoio do Metrô de São Paulo e das empresas Medtronic e Novo Nordisk. Você pode conferir os relatos até o dia 6 de junho 2021 na Estação Tatuapé do Metrô ou no website.

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