Mercado fechado
  • BOVESPA

    121.113,93
    +413,26 (+0,34%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    48.726,98
    +212,88 (+0,44%)
     
  • PETROLEO CRU

    63,07
    -0,39 (-0,61%)
     
  • OURO

    1.777,30
    +10,50 (+0,59%)
     
  • BTC-USD

    62.254,81
    -46,04 (-0,07%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.398,97
    +7,26 (+0,52%)
     
  • S&P500

    4.185,47
    +15,05 (+0,36%)
     
  • DOW JONES

    34.200,67
    +164,68 (+0,48%)
     
  • FTSE

    7.019,53
    +36,03 (+0,52%)
     
  • HANG SENG

    28.969,71
    +176,57 (+0,61%)
     
  • NIKKEI

    29.683,37
    +40,68 (+0,14%)
     
  • NASDAQ

    14.024,00
    +10,00 (+0,07%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,6872
    -0,0339 (-0,50%)
     

Exposição 'Coronaceno' marca um ano da pandemia

Nelson Gobbi
·2 minuto de leitura

Desde meados do ano passado, a direção e a equipe curatorial do Museu do Amanhã já avaliavam a pandemia da Covid-19 como algo a ser abordado pela instituição, tanto pela dimensão científica da batalha global contra o vírus quanto por seu impacto na natureza e na sociedade. A proposta começou a tomar forma em setembro, quando o museu voltou a receber público — com capacidade reduzida e dentro dos protocolos sanitários —, e o tema foi incluído, com alguns poucos trabalhos, na mostra "Antropoceno", que aborda como as transformações causadas pela civilização no planeta. Mas o p rojeto foi adiante e, a partir desta quinta-feira (4/3), a instituição abriga a exposição “Coronaceno: reflexões em tempos de pandemia” traz diferentes olhares sobre a crise sanitária e de que forma a vida mudou no último ano.

Assinada por Luiz Alberto Oliveira, físico e curador do museu, e Leonardo Menezes, gerente de conteúdo e de exposições da instituição, a mostra é dividia em seis núcleos: “Essenciais”, “Do vírus à pandemia”, “Sociedades transformadas”, “Memorial aos que partiram”, “A cultura é o caminho” e “A ciência é protagonista”. Realizada em parceria com a Globo e a GloboNews e a Fiocruz, a exposição já destaca no título o coronavírus como uma marco na história humana.

MAR: Museu reabre com mostra sobre o muralista Paulo Werneck e suas obras pela cidade

— Quando estávamos preparando a reabertura do Museu, já havia a ideia de uma exposição que propusesse um balanço deste período e reflexões para o mundo pós-pandemia — comenta Ricardo Piquet, diretor-presidente do museu. — O que não dava para imaginar é que na inauguração ainda estaríamos atravessando um momento tão difícil como o de agora.

Abordar um tema tão sensível enquanto o país ainda atravessa a crise sanitária era uma das maiores preocupações durante a concepção e preparação da mostra.

— Sem dúvida foi a exposição mais delicada que fizemos nestes seis anos do museu — ressalta Piquet. — Nós perdemos um membro da equipe ano passado, e todos tiveram perdas de familiares e conhecidos. O núcleo “Memorial aos que partiram” traz essa pausa para pensar nestes rostos e nomes.

Outro núcleo destacado por Piquet, “A cultura é o caminho” enaltece um dos setores mais atingidos pela pandemia:

— A cultura sofreu dois duros golpes nos últimos anos. Primeiro houve uma postura ideológica contra o setor, que reduziu os recursos financeiros. Depois, quando se buscava novas formas de sustento, a pandemia impediu o encontro com o público. O núcleo propõe uma redenção deste setor, que se mostrou essencial para as pessoas conseguirem atravessar o confinamento.

Em setembro, algumas atualizações foram feitas na exposição permanente do museu, para marcar a pandemia. Piquet acredita que outras mudanças serão necessárias a partir da experiência da “Coronaceno”.

— Vamos buscar recursos para mudar o projeto e marcar mais a influência da pandemia no Antropoceno, mostrar o impacto de um vírus que interrompeu a rotina de 7 bilhões de pessoas — conclui.