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Exposição à luz pode impactar negativamente a saúde mental

Um novo estudo publicado na plataforma MedRXiv aponta que a exposição à luz pode impactar negativamente a saúde mental. Para chegar a essa afirmação, os cientistas analisaram os dados de 86 mil indivíduos, através do UK Biobank.

Os autores afirmam que a exposição à luz diurna e noturna é um fator ambiental importante que contribui para o risco de um indivíduo para determinados distúrbios. Conforme indica o estudo, um relógio biológico desregulado aumenta as chances de uma saúde psiquiátrica mais precária.

Nos experimentos, os participantes smartwatches com sensores de luz embutidos. Esses sensores não diferenciavam entre luz natural e artificial, e depois de um semana, os participantes foram classificados e divididos em quatro grupos com base em sua exposição à luz. Eles também relataram condições de saúde mental por meio de um questionário.

Os participantes que tiveram maior exposição eram 34% mais propensos a ter transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), o que causa dificuldades para dormir. Independentemente de quanto tempo as pessoas dormem ou acordam durante a noite, a exposição à luz noturna prevê maior risco dessa condição, uma vez que essas pessoas costumam ter pesadelos e podem encontrar conforto dormindo com a luz acesa.

Exposição à luz pode impactar negativamente a saúde mental (Imagem: Rawpixel)
Exposição à luz pode impactar negativamente a saúde mental (Imagem: Rawpixel)

Isso gera uma bola de neve: a exposição à luz pode ter um efeito direto na ansiedade, levando a um sono mais pobre e um efeito direto no relógio biológico, que contribuem para piores resultados psiquiátricos”.

Já aqueles com maior exposição à luz diurna foram 18 a 31% menos propensos a ter transtorno depressivo maior, comportamentos de automutilação, transtornos de estresse pós-traumático ou experiências psicóticas, em comparação com os participantes com menor exposição à luz diurna.

Fonte: Canaltech

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