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Exportações ganham força nos portos da Amazônia, que se consolidam na dianteira do país

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Os portos do Norte do país continuam a mostrar um avanço na movimentação de commodities em relação às demais regiões.

Segundo dados da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), as exportações e importações de milho e soja pelo Arco Amazônico, que compreende os portos do Norte e do Maranhão, foram de quase 22,8 milhões de toneladas no terceiro trimestre. Nos mesmos três meses, as outras regiões movimentaram, juntas, cerca de 1,8 milhão de grãos a menos.

De janeiro a setembro, a movimentação de milho na região Norte cresceu 86%, na comparação com o mesmo período do ano passado, o que ajudou a compensar a queda de 8% na saída e entrada de soja.

Ainda segundo a Antaq, a navegação interior —que ocorre em rios— cresceu 12% nos nove primeiros meses do ano em relação ao mesmo espaço de tempo em 2021. A modalidade, que se concentra predominantemente na região Norte, foi a única que teve uma variação positiva, já que a navegação por cabotagem —que é feita em portos marítimos ao longo da costa— e a de longo curso (internacionais) tiveram desempenhos negativos.

De acordo com Irani Bertolini, presidente da Fetramaz (Federação das Empresas de Logistica, Transporte e Agenciamento de Cargas da Amazônia), o cenário é atribuído à superlotação dos portos no sul do Brasil, ao menor custo logístico para transporte na região amazônica e ao crescimento produtivo na agricultura.

"O arco norte está crescendo gradativamente todo ano. Antes não tinha tanta estrutura. Hoje ainda tem gargalos, mas está se estruturando de tal forma que está aumentando o atendimento de carga", diz ele.