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Exportação de soja brasileira deve crescer em abril ante 2020, aponta agência

Roberto Samora
·2 minuto de leitura
Funcionários trabalham sobre carregamento de soja no porto de Santos

Por Roberto Samora

SÃO PAULO (Reuters) - A exportação de soja do Brasil em abril tem potencial de superar o mesmo mês do ano passado, quando o país registrou uma máxima histórica de embarques para todos os meses, com estoques já regularizados nos portos e a forte demanda da China e de países europeus pelo produto brasileiro, de acordo com a programação de navios e um especialista.

Há no "line-up" para abril, segundo a agência marítima Cargonave, cerca de 250 navios programados para embarcar soja, ante aproximadamente 190 embarcações previstas nesta época do ano passado para o mesmo mês, quando o país teve exportações recordes de 14,85 milhões de toneladas, conforme dados do governo.

No início de março, a programação também apontava 250 navios alinhados para embarcar soja brasileira no mês passado, que acabou fechando com embarques de 13,5 milhões de toneladas, de acordo com dados publicados nesta quinta-feira pelo governo.

Considerando que cada navio carrega, em geral, entre 60 mil e 65 mil toneladas de soja --o que daria um volume de ao menos 15 milhões de toneladas para março--, é provável que parte do "line-up" do mês passado tenha ficado para abril, com o setor correndo para tirar o atraso da colheita e chuvas interrompendo embarques em alguns períodos.

"Normalmente abril exporta mais que março, pois já entramos em ritmo pleno de exportação, com armazéns cheios no porto", disse o especialista em Commodites da Refinitiv Anderson Nacaxe.

Ele lembrou que o país teve os mais baixos volumes de exportação já vistos para dezembro e janeiro, devido a estoques mínimos na entressafra e com o atraso na colheita, cujo ritmo avançou mais fortemente só em março e agora já está dentro da média histórica.

"O problema foi a chuva na colheita, e quando o tempo firmou as máquinas puderam entrar no campo, e então tivemos retomada rápida, com esse volume chegando rápido ao porto", comentou ele, lembrando que o total exportado em março representa o maior já visto para este mês.

Segundo ele, a demanda chinesa aumentou e está "impressionante", o que explica os grandes volumes previstos nesta época de pico de exportações de soja do Brasil, maior produtor e exportador global da oleaginosa.

Ele disse ainda que a Europa "tem sido forte como destino também", com a logística de exportação pelo Norte e o câmbio deixando o Brasil "muito competitivo".

Consultorias estimaram nesta quinta-feira uma safra recorde para o Brasil neste ano, entre 134 milhões e 135,5 milhões de toneladas.

A StoneX projeta para o ano todo exportações de 82 milhões de toneladas, versus 82,97 milhões no ano anterior.

(Com reportagem adicional de Gabriel Araujo)