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Exportação de milho do Brasil pode recuar mais de 60% em julho após quebra na safrinha

·1 minuto de leitura
Carregamento de milho em caminhão no Paraguay.

SÃO PAULO (Reuters) - A média diária de exportações de milho do Brasil alcançou 65,9 mil toneladas até a quarta semana do mês, conforme dados do governo federal divulgados nesta segunda-feira, e caso se mantenha até o fim desta semana, o país poderá fechar julho com 1,45 milhão de toneladas embarcadas, queda de 63,5% no comparativo anual devido a quebra na segunda safra do cereal.

Em julho de 2020, 173 mil toneladas de milho foram exportadas por dia, somando 3,98 milhões no acumulado do mês, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Já em julho deste ano, até a quarta semana, somente 1,21 milhão de toneladas do cereal foram enviadas ao exterior. A "safrinha" de milho 2020/21 teve um plantio tardio que atrasou a colheita e perdeu potencial produtivo após passar por seca e geadas.

Entre demais destaques das commodities, a média diária de embarques de açúcar ficou em 117,9 mil toneladas, ante 143,06 mil toneladas ao dia no mesmo mês completo de 2020.

Já na indústria extrativa, os embarques de petróleo apresentaram queda significativa de 30,4% na comparação com a média diária verificada no mesmo mês completo de 2020, com exportações de 235,8 mil toneladas por dia até este momento de julho.

Ainda segundo os dados da Secex, entre as principais commodities exportadas pelo Brasil, apenas as carnes bovina (+4,3%), de aves (+24,57%) e suína (+0,21%) apresentaram desempenho positivo quando comparadas as médias diárias até a quarta semana deste mês e de julho do ano passado.

(Por Nayara Figueiredo; reportagem adicional de Gabriel Araujo)

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