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Exportação de carne bovina do Brasil sobe 8% em março com China; cai no trimestre

·2 minuto de leitura
Carne bovina em frigorífico em Santana de Parnaíba (SP)

SÃO PAULO (Reuters) - As exportações de carne bovina do Brasil avançaram 8% em março ante igual período do ano anterior, impulsionadas por um aumento nas aquisições pela China após as comemorações do feriado de Ano Novo Lunar no país asiático, informou a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) nesta sexta-feira.

Segundo dados do Ministério da Economia compilados pela entidade, que levam em conta os produtos in natura e processados, o Brasil embarcou 159.422 toneladas da proteína no mês passado, contra 147.333 toneladas em março de 2020.

Já a receita obtida com as exportações apurou alta de 12% na comparação anual, atingindo 713,5 milhões de reais.

No acumulado do primeiro trimestre, porém, os embarques apuraram queda de 1% em comparação anual, totalizando 411.025 toneladas, enquanto a receita permaneceu praticamente estável ante os três primeiros meses de 2020, a 1,81 bilhão de dólares, acrescentou a Abrafrigo.

Sem dar detalhes para justificar o recuo nos embarques de janeiro a março, a entidade ressaltou que no mês passado 58 países ampliaram suas aquisições enquanto outros 73 diminuíram.

Principal cliente do Brasil no setor, a China foi responsável por 59,9% das exportações totais de carne bovina do país nos três primeiros meses de 2020, além de representar 60% da receita obtida no período.

Mas as compras pela nação asiática acabaram ganhando mais força apenas em março, após o principal feriado do ano no país, quando totalizaram 93.692 toneladas. Em janeiro, China Continental e Hong Kong haviam adquirido 74.707 toneladas de carne bovina brasileira; em fevereiro, 79.895 toneladas.

Ainda em relação ao mês de março, a Abrafrigo chamou atenção para uma queda de 22% nas exportações da proteína para o Chile, segundo maior cliente brasileiro, que somaram 18.205 toneladas.

Por outro lado, avançaram os embarques para Filipinas (+41%, a 14.522 toneladas) e Estados Unidos (+117%, a 14.092 toneladas) --terceiro e quarto principais clientes, respectivamente.

(Por Gabriel Araujo)