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Exportação de algodão do Brasil sofre ao fim de 19/20, mas Anea vê força em 20/21

·3 minuto de leitura

Por Roberto Samora

SÃO PAULO (Reuters) - Algumas exportações de algodão do Brasil foram "alongadas", mas não canceladas, devido aos impactos da pandemia de Covid-19, diminuindo os volumes embarcados na temporada 2019/20 que se encerra neste mês, disse nesta sexta-feira o presidente da associação de exportadores Anea.

Mas o setor mantém confiança de que poderá exportar na nova temporada (2020/21), que começa em julho, volumes semelhantes ou mesmo maiores que os registrados no ciclo finalizado neste mês, à medida que muitas indústrias estão retomando atividades após a suspensão parcial do isolamento.

Segundo Henrique Snitcovski, que está no comando da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), a temporada 2019/20 está terminando mais fraca do que o projetado, mas ainda assim os embarques do Brasil devem somar um recorde de 1,93 milhão de toneladas da pluma.

Antes da redução da demanda e queda nos preços influenciados pelos impactos da Codiv-19, a projeção para 2019/20 era de uma exportação de 2,1 milhões de toneladas.

"Quando iniciou o problema com a pandemia teve redução de demanda... Mas não houve cancelamento, houve prolongamento de embarques", explicou ele, em entrevista à Reuters.

A diminuição de 150 mil toneladas na exportação, ante o previsto, deve-se ao algodão que seria embarcado em abril, maio e junho, volume este que será exportado no segundo semestre.

Ainda que tenha ficado abaixo das expectativas, a exportação do Brasil crescerá cerca de 50% ante o ciclo anterior, segundo dados da Anea, com um aumento na safra e os chineses comprando mais do Brasil.

NOVA SAFRA

Os comentários de Snitcovski foram feitos no momento em que o Brasil está iniciando a colheita da nova temporada, que segundo as primeiras informações tem potencial de atingir um recorde de quase 3 milhões de toneladas, com boa qualidade.

"Aí teríamos embarques fortes no segundo semestre e no primeiro semestre do ano que vem", disse ele, ponderando que, pelo fato de as "engrenagens" ainda não estarem "a todo vapor" na indústria, o setor tem trabalhado para aumentar a capacidade de armazenagem, para minimizar impactos de um eventual alongamento de embarques.

Dessa forma, e com uma grande safra, ele acredita que o Brasil, segundo exportador global atrás dos EUA, poderá ofertar algodão ao mercado internacional no ano todo --antes, os embarques eram concentrados mais no segundo semestre, com a chegada da safra.

Enquanto o Brasil detém cerca de 22% do mercado global, os EUA contam com quase 40%, comentou o dirigente.

Para a temporada 2020/21, com muitos dos negócios realizados antecipadamente, a Anea mantém suas projeções de exportação de 2 milhões de toneladas, disse Snitcovski, concordando que o câmbio tem ajudado a deixar o produto brasileiro mais competitivo, além de estimular a indústria local a utilizar mais o produto brasileiro, reduzindo importações.

Sobre a safra que será plantada no novo ano, ele afirmou que é cedo fazer projeções, ainda que alguns já tenham falado em recuo de cerca de um terço na área do país.

Os preços futuros do algodão em Nova York chegaram a cair cerca de 30% na mínima do ano ante o valor do final de 2019. Mas desde o final de março já subiram mais de 27%, para mais de 60 centavos de dólar por libra-peso.

"Naturalmente, com preços mais baixos e margens praticamente zero, ele optaria por não produzir algodão naquele momento (de maior queda na cotação), e produzir outras culturas. De lá para cá, esse cenário mudou um pouco", disse o presidente da Anea.

Dessa forma, o cenário que seria de uma redução de 30% na área, agora é de queda de 15%, completou.

"É um pouco cedo para dizer, temos que acompanhar o que vai acontecer com os preços daqui para frente... A expectativa está em cima da retomada..."

(Por Roberto Samora)

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