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Explosão de rocha espacial há 3.600 anos devastou cidade do Oriente Médio

·3 minuto de leitura

Há vários anos, arqueólogos vêm trabalhando em escavações no sítio arqueológico do local que, hoje, é conhecido como Telel Hamã, no Oriente Médio. Eles encontraram ali uma camada de aproximadamente 1,5 m, formada por carvão, cinzas, tijolos derretidos e cerâmica, o que indicava que uma forte tempestade de fogo destruiu o lugar e gerou essa camada. Ninguém sabia bem o que de fato aconteceu, mas uma equipe de arqueólogos encontrou evidências mostrando que o evento devastador foi causado por uma rocha espacial, que atingiu a cidade há 3.600 anos e causou uma explosão cerca de 1.000 vezes mais poderosa que a bomba atômica de Hiroshima.

Os pesquisadores estimam que a rocha em questão media cerca de 50 m e explodiu a 4 km acima do solo, liberando energia suficiente para elevar a temperatura do ar para mais de 2.000 ºC. Além disso, o impacto emitiu uma onda massiva de choque que viajou à velocidade de 1.200 km/h, mais potente que o pior tornado já registrado e, portanto, mais que suficiente para esmagar a cidade. Esses detalhes são o resultado de quase 15 anos de escavação e análises de materiais das ruínas da cidade.

A cidade de Telel Hamã, a pouco mais de 10 km do Mar Morto (Imagem: Reprodução/NASA)
A cidade de Telel Hamã, a pouco mais de 10 km do Mar Morto (Imagem: Reprodução/NASA)

Enquanto trabalhavam no local, arqueólogos notaram a camada escura de aproximadamente 1,5 m de espessura. Essa faixa, chamada “camada da destruição”, tinha também pequenos diamantoides, que, como o nome indica, são tão duros quanto diamantes. Essas estruturas parecem ter sido formadas a partir da madeira e plantas da região, transformados imediatamente em um material parecido com o diamante em função das altas pressões e temperaturas do impacto — experimentos em laboratório mostraram que a cerâmica e os tijolos derretidos passaram por liquefação a temperaturas acima de 1.500 ºC.

Além disso, a camada de destruição tem também esférulas, bolinhas menores que partículas de poeira formadas por ferro e areia vaporizados, que derreteram acima de 1.590 ºC. Para completar, a camada superficial da cerâmica e do vidro derretido tem pequenos grãos metálicos com altíssimos pontos de ebulição, como o irídio, que derrete a 2.466 ºC. Essas evidências indicam que as temperaturas da cidade ficaram acima daquelas alcançadas por vulcões e incêndios comuns; portanto, o único evento que restou para explicar o ocorrido é um impacto cósmico.

Esférulas feitas de areia derretida, gesso palaciano e metal derretido (Imagem: Reprodução/Malcolm LeCompte)
Esférulas feitas de areia derretida, gesso palaciano e metal derretido (Imagem: Reprodução/Malcolm LeCompte)

Com modelos, os pesquisadores criaram alguns cenários que poderiam corresponder às evidências, e concluíram que o "culpado" por tudo isso foi um asteroide parecido com aquele que devastou milhões de árvores na cidade de Tunguska, na Rússia, em 1908. Ainda, evidências como essas já foram encontradas em outros locais atingidos por rochas espaciais, como Tunguska e a cratera de Chicxulub, formada pelo asteroide que aniquilou os dinossauros. É possível que uma descrição oral do ocorrido tenha sido passada de geração a geração até ser relatada na Bíblia, com uma história que descreve a devastação de um centro urbano próximo do Mar Morto.

Agora, eles tentam descobrir o porquê de a cidade e outros assentamentos nos arredores terem ficado abandonados por alguns séculos após o ocorrido. Uma possibilidade sugere que a explosão vaporizou ou espalhou níveis tóxicos de água do Mar Morto pelo vale, que impediu que os povos cultivassem plantações por lá. De qualquer forma, essa dificilmente foi a última vez que uma cidade habitada passou por uma devastação dessas: hoje, já descobrimos mais de 26.000 asteroides próximos da Terra, e há outros milhões desconhecidos. Por isso, a menos que esses objetos sejam detectados, outras cidades podem experienciar futuramente o que ocorreu com os povos de Telel Hamã.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista Scientific Reports.

Fonte: Canaltech

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