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Experimento na ISS confirma que bactérias podem minerar rochas no espaço

Danielle Cassita
·3 minuto de leitura

No ano passado, um grupo de astrobiólogos da Universidade de Edimburgo, no Reino Unido, realizou um estudo para verificar como bactérias podem ser usadas para obter minerais e metais de rochas espaciais por meio da biomineração. Os experimentos, que foram feitos a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS), mostraram que bactérias podem aumentar a eficiência na mineração em mais de 400%.

Esse estudo é importante para o desenvolvimento de formas de obter metais e minerais essenciais para a sobrevivência humana no espaço. Futuramente, bactérias poderiam ser usadas para quebrar rochas em solo para cultivar plantações ou fornecer minerais para sistemas que produzam ar e água. Já em ambientes como os da Lua e Marte, a mineração será essencial para o estabelecimento da presença humana, já que levar materiais da Terra é caro demais. "Os microrganismos são muito versáteis e, conforme vamos para o espaço, eles podem ser usados para realizar diversos processos", explica Rota Santomartino, astrobióloga da Universidade de Edimburgo. "A mineração de elementos é potencialmente um deles".

Astronauta Luca Parmitano realizando os experimentos na ISS (Imagem: Reprodução/ESA)
Astronauta Luca Parmitano realizando os experimentos na ISS (Imagem: Reprodução/ESA)

A equipe trabalhou durante uma década no desenvolvimento de reatores de biomineração, dispositivos pequenos e de fácil transporte e instalação na ISS. Assim, em 2019, 18 reatores foram levados ao laboratório orbital para a realização de experimentos na órbita baixa da Terra. Cada um deles tinha uma solução com as bactérias Sphingomonas desiccabilis, Bacillus subtilis e Cupriavidus metallidurans, além de uma solução sem bactérias para controle, e um pequeno pedaço de basalto. Assim, durante três semanas, o basalto de cada reator foi exposto à solução para os pesquisadores determinarem se as bactérias iriam atuar como ocorre na Terra, mas na gravidade que simula as condições de Marte e da Lua.

As descobertas do estudo revelam que as bactérias podem aumentar a remoção de elementos raros do basalto nos ambientes da Lua e de Marte em até 400%. Assim, a equipe concluiu que as bactérias conseguiram concentrações similares na extração nas três condições gravitacionais porque tinham nutrientes suficientes para isso; então, se houver nutrientes o suficiente, a biomineração é possível em variadas condições gravitacionais. "Nossos experimentos dão apoio à viabilidade científica e técnica da mineração de elementos biologicamente aprimorada em todo o Sistema Solar", disse Charles Cockell, astrobiólogo.

Para ele, a biomineração no espaço poderia dar suporte à presença humana autossustentável no espaço. "Nossos resultados sugerem que a construção de minas robóticas e humanas na região Oceanus Procellarum, na Lua, com rochas ricas em elementos raros, poderia ser uma direção frutífera do desenvolvimento humano e científico além da Terra", disse. Já Libby Jackson, gerente do programa de exploração humana na Agência Espacial do Reino Unido, ressalta a importância do experimento para o programa de exploração da Agência Espacial Europeia: “as descobertas de experimentos como esse vão ajudar a desenvolver tecnologias que permitam que os humanos explorem ainda mais o Sistema Solar, e também ajudam os cientistas a terem conhecimentos em diversas disciplinas que podem nos beneficiar na Terra”.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista Nature Communications.

Fonte: Canaltech

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