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Expectativas de inflação do consumidor desafiam metas do Fed

·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, afirma que controlar as expectativas de inflação é fundamental para alcançar o objetivo duplo do banco central de estabilidade de preços e pleno emprego.

O problema é que não está nada claro se o Fed poderá fazer isso quando a economia emergir da pandemia. As expectativas entre consumidores podem variar muito, dependendo da idade e sexo, e não são particularmente sensíveis ao que o banco central faz e diz.

Além disso, as atitudes das empresas - indiscutivelmente os players mais importantes no processo de inflação, já que definem os preços - são um pouco misteriosas, porque há poucas pesquisas que abordem sua visão sobre o assunto.

“Certamente é difícil” administrar as expectativas, disse o ex-governador do Fed Randall Kroszner, que agora é professor da Universidade de Chicago. “Especialmente quando você não sabe exatamente como fazer.”

Autoridades de política monetária não querem que os temores de inflação saiam do controle, em parte devido ao perigo da profecia autorrealizável. A preocupação de que essa dinâmica ganhe força é motivada pela aceleração dos preços nos últimos meses.

As mudanças levaram Powell e autoridades do Fed a uma reviravolta quando se trata de tentar moldar as expectativas inflacionárias dos americanos. Na reunião virtual de Jackson Hole em agosto passado, o presidente do Fed revelou uma nova estrutura de política monetária destinada a evitar que as expectativas de inflação caiam muito, buscando deliberadamente aumentos dos preços acima da meta de 2% do Fed por um tempo.

Agora, o foco do banco central mudou com o objetivo de tentar impedir que as preocupações com a inflação cresçam após o salto de 3,9% do índice anual de preços em maio e aumento das expectativas dos consumidores para o nível mais alto desde 2013, segundo pesquisa mensal do Fed de Nova York.

Powell argumenta que os fortes aumentos de preços serão em grande parte transitórios e que as expectativas, de modo geral, estão onde o Fed quer. As projeções de longo prazo aumentaram para “uma faixa que é consistente com nossos objetivos”, disse o presidente do Fed a repórteres em 16 de junho, depois que o banco central projetou inesperadamente dois aumentos das taxas de juros em 2023 em relação ao cenário atual próximo a zero.

‘Risco maior’

Alguns economistas minimizam a importância das alterações nas expectativas, argumentando que, desde a década de 1980, há poucas evidências de isso leve a mudanças no comportamento e na inflação real.

Mas Kroszner, da Universidade de Chicago, está preocupado.

“Corremos o risco maior de as expectativas de inflação ficarem desancoradas e subirem nas últimas duas décadas”, disse, enfatizando que não vê grande probabilidade de isso acontecer.

A tentativa do Fed de ajustar as expectativas é complicada pelos diferentes prismas pelos quais os consumidores veem as pressões sobre os preços.

“Pessoas que conviveram com inflação alta têm expectativas de inflação sistematicamente maiores e uma aversão mais forte à inflação do que pessoas que não tiveram essa experiência”, disseram os economistas acadêmicos Olivier Coibion, Yuriy Gorodnichenko, Saten Kumar e Mathieu Pedemonte em estudo de 2018.

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©2021 Bloomberg L.P.

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