Expectativas para o Brasil são positivas, diz Fazenda

O Ministério da Fazenda avalia que a economia brasileira está preparada para um crescimento sustentável. De acordo com o boletim "Economia Brasileira em Perspectiva", mesmo com a ausência de dinamismo das economias avançadas e fraco comércio internacional, o Brasil retorna à trajetória de crescimento, no terceiro trimestre, e conta com expectativas muito positivas para 2013.

No documento, o ministério não divulgou nenhuma previsão para o Produto Interno Bruto (PIB), apenas os dados verificados até setembro de 2012. No boletim, o governo diz também que o Brasil apresenta uma nova matriz macroeconômica, "ímpar na história do País, muito promissora para o investimento, a produção e o emprego, com taxas de juros baixas, custos financeiros reduzidos para empresas e famílias, taxa de câmbio mais competitiva, e sólidos resultados fiscais". "Por tudo isso, o País está preparado para experimentar mais um ciclo de longo prazo de crescimentos sustentável", diz a Fazenda.

Na avaliação do Ministério da fazenda, mesmo abaixo do esperado, o crescimento do PIB no terceiro trimestre de 2012 foi maior do que nos trimestres anteriores, indicando recuperação da atividade econômica. "As medidas de impulso adotadas pelo governo federal já começam a dar sinais de efetividade e tendem a se intensificar nos próximos meses", diz o ministério. "Os bons números dos indicadores de atividade já divulgados apontam resultados positivos para o quarto trimestre. As perspectivas para 2013 são promissoras", diz o documento.

Segundo o ministério, a produção industrial sinaliza retomada do crescimento e as vendas no varejo estão robustas. Uma das únicas previsões contidas no documento é a de que o investimento do setor público ficará em 4,4% do PIB este ano, ante 4,0% em 2011. Sobre inflação, a Fazenda cita projeção para o IPCA feita pelo Banco Central em setembro, de 5,2%, apesar de o número ter sido revisto ontem pela autoridade monetária para 5,7%.

Diz ainda que as pressões inflacionárias dos últimos meses já estão se dissipando, com registros de acomodação dos preços ao produtor de derivados de soja, milho e trigo. "Este cenário deverá afetar as próximas divulgações do IPCA e contribuir para direcionar o resultado acumulado em 12 meses para o centro da meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional." A Fazenda destaca ainda que o IPCA segue dentro do intervalo da meta.

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