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Expectativa de juro menor na China cresce com riscos econômicos

·2 min de leitura

(Bloomberg) -- As expectativas de um corte nas taxas de juros na China aumentaram após as autoridades terem garantido a estabilidade econômica este ano.

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O Banco Popular da China pode reduzir o custo dos empréstimos de médio prazo - uma taxa importante para a política monetária - já na próxima semana, de acordo com o estrategista de moeda do Scotiabank, Qi Gao. Ele prevê uma redução de 5 a 10 pontos base para as atuais 2,95%, que seria o primeiro corte desde abril de 2020. Estrategistas do Australia & New Zealand Banking Group dizem que a taxa de um ano “parece muito alta”, sem especificar quando um corte poderia acontecer. Economistas do BNP Paribas SA e p DBS Bank Ltd. também sinalizaram para a possibilidade.

O banco central da China alimentou a especulação de que aliviará a política monetária com sua promessa feita em dezembro de tomar uma ação “proativa”. Novos surtos de Covid-19 e bloqueios somam-se aos desafios para uma economia que já enfrenta um consumo privado fraco e uma desaceleração do mercado imobiliário. Política monetária mais flexível contrasta com os EUA, onde operadores agora esperam que o Federal Reserve aumente as taxas quatro vezes este ano.

Uma mudança de política monetária na China se tornou evidente no início de dezembro. O presidente Xi Jinping supervisionou uma reunião do Partido Comunista que terminou com um sinal de flexibilização das restrições ao setor imobiliário – um ponto importante para a economia. O PBOC então reduziu a quantidade de dinheiro que os bancos precisavam manter em reserva, adicionando liquidez ao sistema financeiro. Os bancos chineses seguiram com um corte em sua principal taxa de empréstimo em dezembro pela primeira vez em 20 meses.

O PBOC deve publicar os resultados de sua operação mensal de empréstimo de médio prazo em 17 de janeiro, mesmo dia em que o governo divulgará dados mostrando que a economia provavelmente desacelerou para 3,6% no quarto trimestre, de acordo com pesquisa Bloomberg com economistas. Isso seria o mais fraco ritmo desde o segundo trimestre de 2020.

Nem todo mundo está prevendo um corte na taxa básica de juros. Para o economista chinês do Goldman Sachs Group Inc., Hui Shan, ação depende se os dados de crescimento do crédito mostram uma demanda mais fraca, disse ela à Bloomberg Television no início deste mês. Standard Chartered Plc. diz que é improvável que a China seja muito agressiva em meio a um ciclo de aperto pelo Fed devido aos riscos de volatilidade nos mercados emergentes.

“Tem sido historicamente muito raro o PBOC corta as taxas enquanto o Fed está subindo – o último foi há mais de 20 anos, em junho de 1999”, disse. Becky Liu, chefe de estratégia macro da China no Standard Chartered.

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