Mercado abrirá em 4 h 19 min
  • BOVESPA

    122.515,74
    +714,95 (+0,59%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    50.869,48
    +1,16 (+0,00%)
     
  • PETROLEO CRU

    71,61
    +0,35 (+0,49%)
     
  • OURO

    1.813,00
    -9,20 (-0,50%)
     
  • BTC-USD

    38.527,19
    -1.153,89 (-2,91%)
     
  • CMC Crypto 200

    935,36
    -25,54 (-2,66%)
     
  • S&P500

    4.387,16
    -8,10 (-0,18%)
     
  • DOW JONES

    34.838,16
    -97,31 (-0,28%)
     
  • FTSE

    7.103,99
    +22,27 (+0,31%)
     
  • HANG SENG

    26.194,82
    -40,98 (-0,16%)
     
  • NIKKEI

    27.641,83
    -139,19 (-0,50%)
     
  • NASDAQ

    14.984,75
    +32,00 (+0,21%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,1192
    -0,0249 (-0,41%)
     

Expectativa de afrouxamento monetário na China divide mercado

·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- O surpreendente giro da China ao afrouxamento monetário na semana passada divide o mercado em relação ao ritmo da desaceleração econômica do país e até onde o banco central chinês pode ir na mudança de política.

Alguns, como UBS Asset Management e Citic Securities, esperam cortes das taxas de juros nos próximos meses diante do crescimento mais lento. Outros, como Nomura e NatWest, afirmam que a decisão de sexta-feira não sinaliza mudanças mais agressivas na política monetária, e as autoridades provavelmente tomarão medidas mais direcionadas, como administrar a liquidez por meio de linhas de crédito de médio prazo.

Os dados do PIB da China na quinta-feira, juntamente com os números das vendas no varejo e da produção industrial, podem fornecer uma resposta ao repentino afrouxamento da liquidez depois de meses de alertas sobre alavancagem excessiva. Uma coisa com a qual quase todos os analistas concordam é que o Banco Popular da China (PBOC, na sigla em inglês) está pronto para usar mais ferramentas de seu arsenal, pois a recuperação corre risco de estagnar.

O PBOC surpreendeu os mercados financeiros globais na sexta-feira, dizendo que reduziria a taxa de depósito compulsório em 0,5 ponto percentual para a maioria dos bancos para elevar a liquidez de longo prazo. A mudança inesperada para uma postura de afrouxamento assustou muitos investidores e reforçou a preocupação de que a recuperação da China do abalo causado pela pandemia de coronavírus começa a perder força.

O UBS está entre os que mais apostam em afrouxamento monetário, dizendo que agora o banco central provavelmente reduzirá a taxa básica de juros até o fim do ano para apoiar pequenas e médias empresas.

“O PBOC fez a transição de uma postura neutra para iniciar um ciclo de afrouxamento, e este ciclo ainda tem espaço para ir em frente”, disse Hayden Briscoe, chefe de renda fixa para Ásia-Pacífico na UBS Asset, sem especificar o nível de cortes. “Veremos mais medidas de afrouxamento ainda este ano e, no final de 2022, a aceleração da economia real.”

O corte dos juros deve ajudar a reduzir os rendimentos dos títulos de 10 anos do país em até 100 pontos-base, para uma mínima histórica, disse.

Medidas específicas

Economistas de outras empresas, como Lu Ting, da Nomura, e Liu Peiqian, do NatWest, dizem que o PBOC deve usar medidas mais direcionadas - em vez de fazer outro grande corte na taxa de depósitos compulsórios - para apoiar o crescimento ao longo do ano. Chang Jian, economista do Barclays Asia Pacific, disse que o governo chinês reduzirá a taxa em outros 50 pontos-base no quarto trimestre diante da desaceleração mais significativa do crescimento.

Antes da semana passada, o PBOC havia alertado sobre a tendência de bancos centrais globais de cortar as taxas de juros para níveis ultrabaixos com o objetivo de combater a pandemia, e autoridades destacaram por meses que a liquidez excessiva poderia causar bolhas de ativos. As autoridades chinesas limitaram ao mínimo a injeção de capital no sistema bancário, mesmo com o aumento das emissões de títulos públicos domésticos, que impulsionaram a demanda por fundos.

Na terça-feira, o PBOC disse em coletiva de imprensa que o corte da taxa de reservas foi apenas uma medida para aumentar a liquidez e que a política monetária continuará a ser prudente.

More stories like this are available on bloomberg.com

Subscribe now to stay ahead with the most trusted business news source.

©2021 Bloomberg L.P.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos