Mercado fechado
  • BOVESPA

    107.557,67
    +698,80 (+0,65%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    50.918,28
    +312,72 (+0,62%)
     
  • PETROLEO CRU

    72,02
    -0,03 (-0,04%)
     
  • OURO

    1.785,90
    +1,20 (+0,07%)
     
  • BTC-USD

    50.780,75
    -332,97 (-0,65%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.312,69
    -8,58 (-0,65%)
     
  • S&P500

    4.686,75
    +95,08 (+2,07%)
     
  • DOW JONES

    35.719,43
    +492,40 (+1,40%)
     
  • FTSE

    7.339,90
    +107,62 (+1,49%)
     
  • HANG SENG

    23.983,66
    0,00 (0,00%)
     
  • NIKKEI

    28.745,39
    +289,79 (+1,02%)
     
  • NASDAQ

    16.368,25
    +50,25 (+0,31%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,3446
    +0,0049 (+0,08%)
     

Expansão do PIB chinês pode ficar abaixo do esperado por mercado

·3 min de leitura

(Bloomberg) -- A economia da China corre risco de desaceleração mais rápida do que a esperada por investidores globais diante das medidas do presidente Xi Jinping para reduzir a dependência do mercado imobiliário e regulamentar setores como educação e tecnologia, combinadas com a escassez de energia e a pandemia.

Most Read from Bloomberg

Bank of America e Citigroup estão entre os que alertam que a expansão pode ficar abaixo dos 8,2% previstos pelo consenso de economistas. A desaceleração pode durar até o ano que vem, o que empurraria o crescimento abaixo de 5%, alertam. Com exceção da expansão de 2,3% em 2020, seria o resultado mais fraco em três décadas.

Estrategistas do Bank of America acreditam que Xi pode até mesmo apoiar uma reestruturação da economia, que ocorre uma vez a cada duas décadas, semelhante às modernizações conduzidas por Deng Xiaoping no final da década de 1970 e reforma de estatais e do setor de finanças liderada por Zhu Rongji nos anos 90.

“Nesse caso, o fluxo de dados da China pode confundir até os pessimistas, e estamos atentos à evolução desse cenário”, disseram estrategistas liderados por Ajay Kapur em relatório a clientes na semana passada, no qual previam crescimento de 7,7% este ano e 4% em 2022.

O governo de Pequim está determinado a mudar seu modelo econômico em relação aos anos de expansão em que o país se endividou e se tornou a segunda maior economia do mundo.

Xi agora lidera um plano para estabilizar o crescimento da dívida - a fim de aliviar os riscos financeiros -, reduzir a desigualdade e canalizar recursos financeiros para a manufatura de alta tecnologia, reduzindo a ameaça de restrições ao setor impostas pelos EUA.

Dados divulgados na semana passada mostraram forte desaceleração do crescimento para 4,9% no terceiro trimestre frente a 7,9% nos três meses anteriores. E mais obstáculos podem surgir no caminho com a persistente crise de energia e expectativa de aumento de casos de Covid-19 nos próximos dias.

Mesmo antes da pandemia, a China havia surpreendido economistas com crescimento mais lento do que o esperado, causado pela decisão do governo chinês de aliviar os riscos da dívida, o que significava evitar um amplo estímulo mesmo com a guerra comercial EUA-China ameaçando a expansão.

Após um modesto afrouxamento das políticas para amortecer os piores efeitos do coronavírus, o controle do endividamento foi retomado e empresas imobiliárias como China Evergrande foram as mais atingidas.

A desaceleração da China coincide com riscos à recuperação global do impacto da Covid-19.

“Quando o motor econômico da China falha, o crescimento fracassa no mundo todo”, disse Frederic Neumann, codiretor de pesquisa econômica asiática do HSBC, em Hong Kong.

Entre os mais vulneráveis à queda dos investimentos na China estão exportadores de commodities como Austrália, África do Sul e Brasil. O comércio mais lento também pode atingir países como Malásia, Singapura e Tailândia. O impacto pode ser sentido ainda mais longe, de acordo com Tuuli McCully, chefe de economia para Ásia-Pacífico no Scotiabank, em Singapura.

“Países como Chile e Peru enviam quantidades significativas de commodities para a China e sentirão o impacto do enfraquecimento do mercado imobiliário e de outras atividades de investimento em ativos fixos na China”, disse a economista.

Most Read from Bloomberg Businessweek

©2021 Bloomberg L.P.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos