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Exoplanetas mortais: conheça 5 mundos que seriam fatais para o ser humano

·7 minuto de leitura

Embora a Terra tenha tudo que precisamos para sobreviver, como água líquida, temperaturas amenas, uma atmosfera protetora, por exemplo, há eventos extremos no nosso planeta, como terremotos fortes e furacões e devastadores, que ameaçam a nossa existência — isso sem mencionar as consequências das ações humanas para o equilíbrio do nosso planeta Mesmo assim, a Terra pode ser considerada um verdadeiro paraíso se considerarmos alguns exoplanetas que existem universo afora, com características que os tornam mortais para nós, seres humanos.

Pode não parecer, mas os primeiros planetas orbitando estrelas diferentes do Sol foram descobertos somente no início da década de 1990. Foi em janeiro de 1992 que os astrônomos Aleksander Wolszczan e Dale Frail anunciaram a descoberta de dois exoplanetas rochosos orbitando um pulsar na constelação de Virgem. Como estão constantemente recebendo radiação, eles não poderiam abrigar vida. Essa descoberta foi seguida de observações do exoplaneta 51 Pegasi b, que se tornou o primeiro descoberto na órbita de uma estrela parecida com a nossa.

Desde então, o catálogo desses mundos vem se expandindo cada vez mais e, neste ano, o telescópio TESS, da NASA, chegou à marca de mais 2.000 candidatos a exoplanetas listados. Conforme encontramos novos mundos, fica claro que vários deles têm características estranhas e pouquíssimo amigáveis para seres humanos viverem por lá — estudos de astrônomos indicam que, em alguns desses lugares, chove ferro, outros têm temperatura comparável àquelas dos vulcões e assim por diante.

Abaixo, você conhece alguns desses exoplanetas mortais para nós:

WASP-76 b tem chuva de ferro derretido

Arte mostra como seria a visão do lado noturno do exoplaneta WASP-76 b (Imagem: Reprodução/ESO/M. Kornmesser)
Arte mostra como seria a visão do lado noturno do exoplaneta WASP-76 b (Imagem: Reprodução/ESO/M. Kornmesser)

Descoberto em 2013, o WASP-76 b fica a cerca de 640 anos-luz do Sol e é considerado um "Júpiter ultraquente", o que já nos dá uma ideia das condições que encontraríamos se pudéssemos ir até lá. Esse planeta é 1,85 vezes maior que Júpiter, mas, curiosamente, tem apenas 85% da massa do maior gigante gasoso do Sistema Solar. Como ele está muito próximo de sua estrela, os astrônomos estimam que as temperaturas do planeta chegam aos 1.300 ºC no lado noturno e 2.400 ºC no lado diurno — ou seja, quente o suficiente para vaporizar vários metais.

Aliás, os cientistas consideram que ventos fortes transportam o ferro vaporizado do lado diurno, mais quente, ao noturno, mais frio (ou menos quente, no caso). Ao fim desse processo, o composto é condensado e desce na forma de uma chuva de ferro derretido. E não pense que essa é uma chuva suave: devido às altas diferenças de temperatura entre os dois lados do planeta, ventos fortíssimos sopram por lá. David Ehrenreich, professor associado de astronomia na Universidade de Genebra, acredita que o ferro no lado diurno do planeta pode viajar ao lado noturno a 18 mil km/h.

TOI 849 b tem dias muito quentes e anos muito curtos

(Imagem: Reprodução/Mark Garlick/Universidade de Warwick)
(Imagem: Reprodução/Mark Garlick/Universidade de Warwick)

Segundo a NASA, "todo dia é um dia ruim no planeta TOI 849 b". Muito dessa descrição nada animadora se deve às altíssimas temperaturas que ocorrem neste exoplaneta. Ele orbita sua estrela perto o suficiente para um ano lá durar menos que um dia na Terra, e as temperaturas ficam por volta dos 1.500 ºC — para comparação, considere que as temperaturas em Vênus chegam a “apenas” 471 ºC. E ficar tão próximo de sua estrela pode significar ainda mais consequências para o TOI 849 b: com o que se sabe até agora, o planeta parece ter pouca ou nenhuma atmosfera.

Os possíveis processos por trás disso vêm intrigando cientistas. Uma possibilidade é que o planeta tenha sofrido o efeito da fotoevaporação, causada pela radiação intensa emitida pela estrela. Quando comparado com outros exoplanetas que têm órbitas bem próximas de suas estrelas, o TOI 849 b fica ainda mais estranho, porque tem 40 vezes a massa da Terra, mas apenas o triplo do tamanho. Assim, existe a possibilidade de que esse mundo seja, na verdade, o núcleo que restou após um gigante gasoso perder sua atmosfera.

Kepler 10 b tem superfície coberta por lava

(Imagem: Reprodução/NASA/Kepler Mission/Dana Berry)
(Imagem: Reprodução/NASA/Kepler Mission/Dana Berry)

O exoplaneta Kepler 10 b não é o lugar ideal para nós por um motivo parecido pelo qual Mustafar, planeta da franquia Star Wars, também não é adequado para uma batalha de sabres de luz, como aquela travada por Anakin e Obi Wan. Descoberto em 2011 pelo telescópio Kepler, o planeta orbita uma estrela parecida com o Sol a uma distância equivalente a apenas 5% daquela entre Mercúrio e o Sol — para entender melhor essa proximidade, considere que nosso vizinho está a 58 milhões de quilômetros do Sol.

Por isso, a temperatura de superfície por lá alcança 1.300 ºC — ou seja, sua superfície provavelmente seria coberta por lava bem mais quente que aquela da Terra, e os anos lá duram menos que um dia terrestre. Além disso, já sabemos que há gotas derretidas de ferro e silicatos. Devido à ação da radiação da estrela, o planeta não tem atmosfera e, por isso, em vez de “chover” no lado noturno do planeta, essas gotas serão removidas de sua superfície pelos ventos estelares, o que confere uma espécie de cauda ao planeta.

Upsilon Andromeda b tem temperaturas extremas

(Imagem: Domínio público)
(Imagem: Domínio público)

O sistema de Upsilon Andromedae fica a aproximadamente 44 anos-luz de nós, na constelação de Andrômeda. Ali, há um sistema de planetas que orbitam uma estrela um pouco mais massiva e quente que o Sol e, entre eles, está Upsilon Andromeda b, um mundo em que as temperaturas variam de congelantes a infernais. No lado diurno, a temperatura chega a 1.600 ºC, e no lado noturno, a -20 ºC; portanto, se você pudesse fazer um breve passeio pelos hemisférios desse exoplaneta, encontraria temperaturas tão agradáveis quanto aquelas no interior de um vulcão.

Essa diferença tão gritante entre as temperaturas pode ser o resultado do tamanho da estrela Upsilon Andromedae A, ou talvez pelo fato de que a estrela fica bem em cima da "cabeça" desse exoplaneta. Além disso, esse planeta é um gigante gasoso que os astrônomos estimam ter 1,25 do raio de Júpiter e 0,6 vezes do nosso gigante gasoso.

HD 189733 b tem chuva de vidro

(Imagem: Reprodução/ESO/M. Kornmesser)
(Imagem: Reprodução/ESO/M. Kornmesser)

Apesar de a ilustração acima mostrar um planeta que parece ser tranquilo, não se engane: o HD 189733 b fica a 63 anos-luz de nós e é um exoplaneta para onde ninguém gostaria de ir. Se um viajante espacial desavisado fosse para lá, iria conhecer um lugar em que os ventos sopram acima da velocidade do som e, além disso, nosso viajante também não iria gostar muito dos dias chuvosos nesse exoplaneta, já que a atmosfera do HD 189733 b não tem oxigênio e hidrogênio, mas sim uma mistura de vapor d'água, metano e, no lado noturno dele, monóxido de carbono. Já nas partes mais altas das nuvens de lá, o silicato de magnésio é condensado e forma gotas de vidro, que dispersam a luz azul e conferem um tom como o que você viu.

Os ventos por lá são tão fortes — informações da NASA apontam que sopram a 2 km/s — que ficam acima da velocidade do som. Na prática, isso significa que essa chuva de vidro viaja pelo planeta em uma velocidade acima da rotação dele, que é de aproximadamente 7.200 km/h. Para comparação, as nuvens mais altas em Júpiter se movem à velocidade de 547,1 km/h, enquanto a rotação do planeta ocorre a 43.452 km/h. Como o planeta tem bloqueio de maré em relação à sua estrela, ele tem um lado diurno e outro noturno permanentes; assim, o movimento do ar das áreas mais quentes em direção às mais frias pode explicar essa velocidade.

Fonte: Canaltech

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