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Exoplaneta “invade” observação de satélite de estudos da ESA

·2 minuto de leitura
Exoplaneta “invade” observação de satélite de estudos da ESA
Exoplaneta “invade” observação de satélite de estudos da ESA

Um exoplaneta “invadiu” a observação feita pelo satélite Cheops, da Agência Espacial Europeia (ESA), oferecendo mais detalhes interessantes para um estudo voltado, ironicamente, ao entendimento de exoplanetas.

O satélite Cheops identifica possíveis exoplanetas, estudando seus movimentos no espaço para determinar informações sobre rotações, evolução de planetas e outros tópicos de interesse de cientistas. Na constelação Lupus (“Lobo”), foram identificados uma estrela e três exoplanetas – objetivamente chamados de “A” (para a estrela), “b”, “c” e “d” (para os planetas).

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Imagem mostra detalhes do exoplaneta "d" e seus dois irmãos, observados por um satélite da ESA
Gráfico mostra detalhes dos três exoplanetas orbitando ao redor da estrela Nu2-Lupi, a cerca de 50 anos luz da Terra. Imagem: ESA/Divulgação

Em um momento de observação dos planetas “b” e “c”, o satélite acabou interferido pelo trânsito de “d”, que fica localizado a uma distância maior da órbita da estrela Nu2-Lupi, o “Sol” daquela constelação.

“O trânsito de sistemas como o da Nu2-Lupi são de extrema importância para a nossa compreensão sobre como planetas se formam e evoluem, já que podemos comparar vários planetas entre si, ao redor da mesma estrela, com alto detalhamento”, disse Laetitia Delrez, pesquisadores da Universidade de Liège, na Bélgica, e autora da nova pesquisa.

A coincidência só foi percebida graças à queda no brilho da estrela Nu2-Lupi – uma consequência direta da passagem de um planeta à sua frente. Como os exoplanetas “b” e “c” não estavam nem próximos disso, a conclusão óbvia foi que “d” entrou em cena de forma inesperada.

Com isso, “d” também pôde ser estudado pelos pesquisadores, que concluíram que ele tem 2,5 vezes o raio da Terra e 8,8 vezes a sua massa, levando 107 dias para completar uma volta ao redor de sua estrela.

A visão de exoplanetas em trânsito é algo relativamente raro, já que eles viajam a uma distância tão grande de suas estrelas que observá-los desta forma é um golpe de sorte. “O volume de radiação estelar que chega a ‘d’ também é leve se comparado aos outros exoplanetas; se estivesse em nosso sistema solar, o ‘d’ estaria orbitando entre Mercúrio e Vênus”, disse o co-autor do estudo e cientista da Universidade de Genebra, Suíça, David Ehrenreich. “Combinando isso com a sua brilhante estrela, longo período orbital e capacidade de caracterização após sua passagem, esse planeta ‘d’ é bem empolgante — é um objeto excepcional sem nenhum equivalente, e com certeza, uma oportunidade de ouro para os nossos estudos”.

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