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Ex-ministro da Saúde, Ricardo Barros ataca Doria: ‘Quer carimbar um tucano no vidrinho da vacina’

Anita Efraim
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El ministro de salud de Brasil, Ricardo Barros, habla con periodistas el viernes, 10 de junio de 2016, en Río de Janeiro. (AP Photo/Felipe Dana)
Ricardo Barros é líder do governo na Câmara (Foto: AP Photo/Felipe Dana)

Ex-ministro da Saúde e atual líder do governo na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros (PP-PR), atacou o governador de São Paulo, João Doria (PSDB) e acusou o tucano de ser o responsável por politizar a vacina contra o coronavírus.

“O João Doria não é o dono da vacina, o João Doria é governador de São Paulo. O dono da vacina é o Butantan, que é uma instituição centenária e que é o maior fornecedor de vacinas do ministério da Saúde há muitos anos”, disse Barros em entrevista à Rádio Gaúcha.

A vacina desenvolvida pelo laboratório chinês SinoVac está sendo testada e desenvolvida no Brasil em parceria com o Instituto Butantan. Na última semana, o ministério da Saúde havia acertado um acordo para comprar doses da imunização, mas a iniciativa foi vetada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que chamou a CoronaVac de “vacina do Doria”.

Segundo o líder do governo, foi Doria quem politizou a vacina. “O problema é que o Doria quer carimbar um tucano no vidrinho da vacina. Ele é que está errado, ele que politizou e ele está recebendo o troco da sua atitude”, acusou Barros.

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“Tecnicamente, já está resolvido. O ministro Pazuello e o presidente do Butantan já tinham chegado a um entendimento, até que o Doria veio e diz: ‘não, essa vacina é minha, não é do Butantan’. Aí pronto, arrumou a uma confusão. Quem errou foi o Doria. Ele errou, ele puxou o assunto para a política e agora ele vai ser as consequências disso”, disse Ricardo Barros no programa Timeline.

Ao anunciar que não compraria a vacina, Bolsonaro negou que a questão fosse política e alegou que o tema era científico.

Questionado sobre se considerava correta a decisão de não comprar a vacina, Barros afirmou que o governo “não tem obrigação nenhuma de comprar do Butantan” e faria isso para prestigiar o Instituto. “Aí vem o governador e fala: ‘não é do Butantan essa vacina, é do Doria’. Ele que assuma as consequências do seu ato”, opinou.