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Ex-ministro da Saúde, Mandetta ironiza uso da cloroquina no tratamento do coronavírus

Luiz Henrique Mandetta não mencionou nomes, mas desaprovou uso indiscriminado da cloroquina no tratamento da Covid-19 (Foto: AP Photo/Eraldo Peres)

O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, que é médico, ironizou a recomendação da cloroquina pelas autoridades brasileiras. Durante uma fala no Brazil Conference at Harvard & MIT, o médico não citou nomes, mas criticou a medida.

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“Uma pessoa leiga propor a cloroquina e outro leigo fazer o protocolo que libera o medicamento no mesmo dia é o mais próximo de um estudo duplo-cego que temos no Brasil”, disse Mandetta. Um “estudo duplo-cedo” é quando paciente e pesquisador não sabem em qual grupo o paciente está durante o estudo.

Tanto Luiz Henrique Mandetta quanto Nelson Teich deixaram a pasta da Saúde por divergências com o presidente Jair Bolsonaro em relação à cloroquina.

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Ainda não há comprovações científicas de que a cloroquina e a hidroxicloroquina sejam efetivas no tratamento para a Covid-19. Ainda assim, o ministério da Saúde, sob o comando interino de Eduardo Pazuello, que é militar, ampliou o protocolo de uso do medicamento.

Na rede pública, mesmo pessoas com sintomas leves podem ser tratas com o medicamento, desde que autorizem o uso. A cloroquina é um remédio comprovadamente efetivo no tratamento da malária e de doenças autoimunes, mas há efeitos colaterais, como alterações no sistema cardíaco.

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O Brasil recebeu um carregamento de 2 milhões de doses de cloroquina dos Estados Unidos. Assim com o presidente Jair Bolsonaro, Donald Trump também insiste no medicamento como tratamento para a Covid-19.

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