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Exército gasta R$ 6 milhões com simulação de guerra entre países na Amazônia

João de Mari
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Brazils President Jair Bolsonaro arrive to attend a military ceremony for the Day of the Soldier, at Army Headquarters in Brasilia, Brazil, Friday, Aug. 23, 2019. Bolsonaro says he's leaning toward sending the army to help fight Amazon fires that have alarmed people across the globe. (AP Photo/Eraldo Peres)
Jair Bolsonaro em cerimônia militar para o Dia do Soldado (Foto: AP Photo/Eraldo Peres)

Em duas semanas, o Exército Brasileiro gastou R$ 6 milhões para simular uma guerra entre dois países na Amazônia. De acordo com o jornal O Globo, que obteve as informações via Lei de Acesso à Informação (LAI), o valor foi utilizado em combustível, horas de voo e transporte entre os dias 8 e 22 de setembro.

De acordo com o jornal, o exercício de guerra foi desenvolvido em um campo de batalha em que soldados do país “azul” tinham que expulsar invasores do país “vermelho”. Durante os exercícios foram empregados diversos meios militares, como aeronaves, viaturas, embarcações regionais, sistema de lançamento de foguetes, entre outros.

A simulação envolveu 3,6 mil militares e se concentrou nas cidades de Manacapuru, Moura e Novo Airão, todas no estado do Amazonas. Batizada de Operação Amazônia, os custos da ação saíram do Comando de Operações Terrestres (Coter).

"Dentro da situação criada e com os meios adjudicados, foi a primeira vez que ocorreu este tipo de operação", informou o Exército.

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Uma das simulações coincidiu com a visita do secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, em Roraima, na região de fronteira com a Venezuela, no dia 18 de setembro. Pompeo se encontrou com o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo.

A simulação foi realizada em um momento de tensão entre o Brasil e a Venezuela, porque o governo de Jair Bolsonaro (sem partido) anunciou a retirada de status diplomático de funcionários venezuelanos, representantes do governo de Nicolás Maduro em Brasília.

O ministério da Defesa informou, em nota, que "foi um exercício em campanha com tropa no terreno que simulou uma ação convencional no contexto de amplo espectro e em ambiente operacional de selva".

"As ações ocorreram sobre uma imensa área e tiveram como objetivo estratégico elevar a operacionalidade do Comando Militar da Amazônia. A operação consiste em importante preparação para a atividade-fim das Forças Armadas, de defesa da soberania nacional, principalmente em uma região que tem a prioridade do Brasil”.