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Executivos de farmacêuticas misturam vacinas para maior proteção

·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Quando se trata da própria saúde, alguns profissionais da indústria farmacêutica não estão esperando autorização dos governos para combinar duas vacinas diferentes contra a Covid-19.

Embora pesquisas sobre os efeitos de tomar vacinas distintas ainda estejam em andamento, alguns especialistas que estudaram o método estão combinando doses para obter, segundo eles, maior proteção. Pelo menos um veterano do setor até atravessou a fronteira para fazer o experimento.

“Se você preparar o sistema imunológico com uma determinada tecnologia, obterá uma resposta mais ampla, mais elevada e mais duradoura se reforçá-lo com algo visando o mesmo alvo, mas com base em uma tecnologia diferente”, disse Pierre Morgon, que faz parte do conselho de empresas como Vaccitech e Univercells.

Depois de anos lendo pesquisas sobre a mistura de vacinas - conhecido como reforço de vacinação heteróloga -, Morgon concluiu que receber uma dose da vacina da AstraZeneca, que usa um vírus inofensivo como vetor, e outra com a nova tecnologia de RNA mensageiro da Moderna ou da Pfizer, resultaria em uma resposta mais poderosa. Ampliar a imunidade tornou-se especialmente importante, pois variantes mostram certa capacidade de driblar as vacinas.

Em abril, Morgon dirigiu algumas horas de sua casa em Lausanne, na Suíça, até uma farmácia em Lyon, na França, para uma tomar a vacina da Astra. Quase oito semanas depois, tomou uma dose da vacina da Moderna na Suíça.

Karine Van Hasbrouck, ex-executiva de marketing da farmacêutica francesa Sanofi, recebeu a mesma combinação de Morgon que, segundo ela, “parece muito promissora em termos de resposta imunológica”, escreveu no LinkedIn. Van Hasbrouck não quis fazer mais comentários.

Por enquanto, tomar doses de vacinas diferentes provavelmente continuará sendo exceção, e não a regra, mesmo que alguns países explorem essa abordagem. A maioria das vacinas atualmente em uso requer duas doses do mesmo produto. França, Espanha, Finlândia, Suécia, Noruega e Canadá estão misturando vacinas ou estudam a opção para algumas faixas etárias que já receberam a primeira dose da Astra, por causa da preocupação com os raros casos de trombose associados a essa vacina.

As decisões desses países foram emergenciais, mas podem deixar os pacientes em melhor situação.

“Se você puder misturar e combinar, será melhor, algo que imunologistas sabem há décadas”, disse Danny Altmann, professor de imunologia do Imperial College London. “Eu apostaria minha casa na hipótese de que é viável e de que produziria imunidade tão boa quanto ou até melhor.”

As primeiras pesquisas parecem apoiar a abordagem. Segundo estudo com quase 700 pessoas na Espanha, os que receberam uma segunda dose da vacina da Pfizer após a primeira injeção da Astra conseguiram um volume de anticorpos neutralizantes sete vezes mais alto, um nível muito maior do que aqueles que receberam duas doses do imunizante da Astra.

Um pequeno ensaio na Alemanha sugeriu que combinar vacinas da Astra e Pfizer poderia desencadear respostas de anticorpos quase quatro vezes maiores do que um regime de duas doses da Pfizer. Os pesquisadores também estudam a combinação da vacina da Astra com a Sputnik V entre os participantes do ensaio na Rússia, Azerbaijão, Bielorrússia e Emirados Árabes Unidos.

Efeitos colaterais

Nos EUA, os Institutos Nacionais de Saúde recentemente iniciaram um ensaio para avaliar o método em humanos, sugerindo que uma aprovação para a população em geral ainda pode demorar vários meses.

Uma desvantagem é que a abordagem parece causar mais efeitos colaterais, como febre, calafrios e dores de cabeça, de acordo com pesquisadores da Universidade de Oxford.

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©2021 Bloomberg L.P.

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