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Executivo do Facebook culpa usuários de espalharem desinformação

"Os indivíduos são aqueles que optam por acreditar ou não em algo", disse Andrew Bosworth, do Facebook (Getty Images)
"Os indivíduos são aqueles que optam por acreditar ou não em algo", disse Andrew Bosworth, do Facebook (Getty Images)
  • Segundo Bosworth, empresa não pode "exercer esse tipo de poder"

  • No início da pandemia, Facebook pesou sobre o que parecia ser desinformação

  • Facebook pode causar alguns danos, mas "o bem sempre supera o mal"

Em entrevista um tanto quanto polêmica, feita no último domingo (12) para o programa documental "Axios on HBO", um alto executivo do Facebook culpou os próprios usuários da rede de espalhar desinformação. Andrew Bosworth, que desenvolveu uma reputação no Vale do Silício como um representante de confiança do CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, reprimiu os críticos que dizem que a empresa ampliou a desinformação sobre COVID-19 e outros tópicos.

“Os indivíduos são aqueles que optam por acreditar ou não em algo. Eles são aqueles que optam por compartilhar ou não algo”, disse. “Não me sinto confortável em dizer que eles não têm voz porque não gosto do que eles dizem”, acrescentou.

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"As pessoas querem essa informação"

Bosworth apareceu na entrevista para comparar a regulamentação da desinformação na plataforma com a remoção de conteúdo que é simplesmente desfavorável aos olhos de algumas pessoas. No entanto, quando questionado sobre o papel da empresa em espalhar pelo menos alguma informação que pode ter contribuído para a hesitação da vacina - ou de outra forma prejudicado a resposta mundial à pandemia -, ele voltou a transferir a culpa para os indivíduos.

"Essa é a escolha deles. Eles têm permissão para fazer isso. Você tem um problema com essas pessoas. Você não tem problemas com o Facebook. Você não pode colocar isso em mim", continuou. “As pessoas querem essa informação [...] não acredito que a resposta seja 'negarei a essas pessoas as informações que procuram e farei cumprir minha vontade sobre elas’”.

O que é desinformação?

Bosworth aproveitou a oportunidade para questionar se o próprio Facebook pode definir o que é ou não desinformação. “Nossa capacidade de saber o que é desinformação está em constante questionamento, então fico muito desconfortável com a ideia de que possuímos justiça fundamental suficiente, mesmo em nossos centros de estudo mais científicos, para exercer esse tipo de poder sobre um cidadão, outro ser humano, e sobre o que eles querem dizer e quem eles querem ouvir”, disse.

É importante lembrar que, no início deste ano, o Facebook chegou a proibir postagens alegando que o COVID-19 é feito ou fabricado pelo homem. Os verificadores de fatos do site lançaram uma notificação de "Informação Falsa" sobre ações de um Post de 23 de fevereiro publicado por Steven Mosher, por exemplo, que dizia que os EUA não podiam confiar na história da China sobre as origens do vírus. Ou seja, notavelmente, o Facebook pesou sobre o que parecia ser desinformação no início da pandemia.

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Porém, em maio, a empresa reverteu a decisão e disse que não iria mais remover postagens em sua plataforma afirmando que o COVID-19 era feito pelo homem, depois que o presidente Joe Biden ordenou que agências de inteligência dos EUA investigassem se o vírus veio de um laboratório chinês. Bosworth, que muitas vezes compartilha suas opiniões sobre mídia social e tecnologia de forma mais geral em seu blog, sugeriu anteriormente que o Facebook pode causar alguns danos, mas que "o bem supera o mal".

Em um memorando que vazou em 2016, ele escreveu sobre a crença entre alguns funcionários do Facebook de que a plataforma é "de fato boa", embora possa levar a alguns resultados ruins, como um "ataque terrorista coordenado em nossas ferramentas". Mais tarde, tanto Bosworth quanto Zuckerberg voltaram atrás, dizendo que o memorando tinha o objetivo de criticar os funcionários do Facebook que acreditavam nisso.

Quem é Andrew Bosworth?

Depois de se formar na Harvard University em 2004, Bosworth trabalhou como desenvolvedor no Microsoft Visio por quase dois anos. Depois, se juntou a Mark Zuckerberg no Facebook em janeiro de 2006, onde criou o News Feed e trabalhou em iniciativas importantes da empresa - incluindo o aumento da receita de publicidade. No próximo ano, ele será promovido a diretor de tecnologia da Meta, empresa controladora do Facebook.