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Executivo da Apple diz que preço é único motivo para sucesso dos Chromebooks

Felipe Demartini

O vice-presidente de marketing da Apple, Phil Schiller, deu uma bela provocada no Google e sua linha de Chromebooks. Em entrevista sobre a nova geração do MacBook Pro, que foi lançada nesta quarta-feira (13), o executivo afirmou que os computadores da rival só fazem sucesso porque são baratos e que as crianças usuárias de tais máquinas na escola “não vão ter sucesso”.

Segundo ele, a base da necessidade de usar computadores no dia a dia letivo é a necessidade dos pequenos por desafios e tecnologias avançadas que auxiliem no aprendizado, de forma que elas se inspirem. Os Chromebooks, para Schiller, não trazem nada disso e são meras ferramentas para aplicação de testes e realização de pesquisas, com o preço mais baixo que o dos concorrentes sendo a única razão para a penetração desses equipamentos no setor educacional.

O executivo sugere aos pais e professores o uso de MacBooks e iPads. Para ele, tais dispositivos são mais compatíveis com o ensino, o que inclui iniciativas como o programa “Todos podem programar”, da própria Apple, que tem o tablet como ponto de partida para ensinar as bases da ciência da computação.

O ataque direto a concorrência, claro, trouxe repercussão e levou Schiller a voltar a falar sobre o assunto por meio do Twitter. Na rede social, ele esclareceu suas declarações, afirmando que toda criança tem a possibilidade de sucesso, mas também precisam de ferramentas que gerem o engajamento e as ajudem a chegar lá.


Para ele, os dispositivos da Apple citados trazem o rol de ferramentas necessárias para que os alunos possam “aprender, explorar e crescer”, entregando o que é preciso para que eles tenham sucesso. Ao contrário, segundo ele, dos Chromebooks, que voltaram a ser citados, mas desta vez não nominalmente, como computadores que servem apenas para a aplicação de provas.

A bravata pode ser uma resposta à campanha “Mude para o Chromebook” que, já há alguns meses, vem sendo divulgada pelo Google como uma forma de enaltecer as próprias máquinas sobre as da concorrência. A Microsoft é a mais atacada na série de comerciais, que lembram os velhos tempos da indústria da tecnologia e incentivam usuários, principalmente do setor educacional, a usarem a categoria de dispositivos no dia a dia dos estudos.

A comparação é direta e acontece em praticamente todos os quesitos, desde a velocidade de carregamento dos computadores até a maior segurança do Chromebook em relação à concorrência. A presença de Bill Nye, apresentador de ciência reconhecido nos EUA, apenas adicionou à provocação que, conforme demonstrou a declaração de Schiller, parece estar sendo sentida na concorrência.

Fonte: Canaltech

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