Executivo-chefe da Iberia tenta explicar corte de 4,5 mil empregos

Madri, 9 nov (EFE).- O executivo-chefe da Iberia, Rafael Sánchez-Lozano, tentou explicar, em uma conferência telefônica com jornalistas, o plano de reestruturação apresentado nesta sexta-feira pela companhia aérea espanhola que cortará 4,5 mil empregos, quase 25% de seu quadro de funcionários.

A Iberia registrou perdas recordes de 262 milhões de euros entre janeiro e setembro e Sánchez-Lozano disse que a companhia aérea está perdendo dinheiro tanto no segmento de rotas curtas e médias como de longa distância, a um ritmo de 1,7 milhão de euro a cada dia.

O corte no quadro de funcionários, que afeta 3.037 trabalhadores de terra, 932 tripulantes de cabine e 537 pilotos, chega acompanhado de uma redução de 15% em sua capacidade operacional em 2013, para concentrar-se nas rotas rentáveis, e uma diminuição da frota em 25 aviões.

As medidas de reestruturação da Iberia incluem também uma redução salarial de entre 25% e 35%.

Sánchez-Lozano reconheceu a dureza das decisões para salvar a companhia aérea e voltar a ser rentável, mas "se não iniciamos mudanças estruturais profundas, o futuro da companhia é sombrio", advertiu.

A intenção da Iberia é negociar com os sindicatos "fazendo todos os esforços necessários", mas "o tempo joga contra", ressaltou, por isso que, se não se alcançarem um acordo antes de 31 de janeiro, será preciso tomar decisões "mais radicais", que não detalhou porque são parte do processo de negociação.

Os sindicatos rejeitaram a proposta da Iberia por considerar que representa o "desmantelamento da empresa e a segregação de seus negócios" e porque responsabiliza apenas os trabalhadores pelo "fracasso da gestão". EFE

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