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Executiva da Rio Tinto na Austrália promete mudanças após abusos

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(Bloomberg) -- Reclamações sobre conduta no local de trabalho no Grupo Rio Tinto quase dobraram após as investigações que expuseram uma indústria de mineração repleta de abuso sexual, assédio e racismo, de acordo com uma das executivas mais importantes do setor.

“Isso encorajou nosso pessoal a falar sobre má conduta em nossos campos de exploração e em nossos escritórios, com o número de denúncias aumentando em 95%”, disse Kellie Parker, executiva-chefe para Austrália da Rio Tinto, a segunda maior mineradora do mundo, em discurso na sexta-feira. “O processo de expor publicamente esses assuntos criou confiança e acelerou o impulso de mudança.”

Um relatório histórico sobre o setor de mineração da Austrália publicado em junho detalhou um catálogo chocante de abuso e violência contra mulheres que trabalham para a BHP, Rio Tinto e outras grandes empresas. Essa investigação seguiu um inquérito anterior da própria Rio Tinto, que descobriu que mais de um quarto de sua equipe feminina sofreu assédio sexual e que mais da metade de todos os funcionários foram intimidados.

O relatório da mineradora “enviou uma mensagem imediata e inequívoca ao nosso pessoal de que estávamos tratando o assunto com seriedade”, disse Parker, que ingressou na empresa em 2001, em Melbourne. A empresa está implementando recomendações que incluem maior responsabilidade e esforços para incentivar as pessoas a denunciar abusos.

A cultura tóxica de trabalho no setor é agora o foco de legisladores e investidores que pressionaram as gigantes de commodities a melhorar sua governança ambiental e social. As áreas de preocupação vão desde as relações com as comunidades indígenas até diversidade de gênero e o tímido progresso em questões climáticas.

A Rio Tinto também está buscando reparar as relações com as comunidades indígenas da Austrália e com o público em geral após a repercussão negativa da sua decisão em 2020 de usar explosivos que destruíram dois antigos sítios históricos aborígenes. Artefatos encontrados nos abrigos semelhantes a cavernas indicaram que os locais já eram habitados 46.000 anos atrás.

“Focamos demais em nossas necessidades transacionais e de curto prazo, mas negligenciamos as conexões e relacionamentos que passamos tanto tempo construindo na geração anterior”, disse Parker em seu discurso. A mineradora está atualmente trabalhando com grupos de proprietários tradicionais em suas operações para melhorar o co-gerenciamento dos locais, disse ela.

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©2022 Bloomberg L.P.

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