Mercado abrirá em 6 h 5 min
  • BOVESPA

    117.560,83
    +362,83 (+0,31%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    46.326,68
    +480,88 (+1,05%)
     
  • PETROLEO CRU

    88,12
    -0,33 (-0,37%)
     
  • OURO

    1.716,60
    -4,20 (-0,24%)
     
  • BTC-USD

    19.868,20
    -372,90 (-1,84%)
     
  • CMC Crypto 200

    452,48
    -10,65 (-2,30%)
     
  • S&P500

    3.744,52
    -38,76 (-1,02%)
     
  • DOW JONES

    29.926,94
    -346,96 (-1,15%)
     
  • FTSE

    6.997,27
    -55,35 (-0,78%)
     
  • HANG SENG

    17.774,77
    -237,38 (-1,32%)
     
  • NIKKEI

    27.116,11
    -195,19 (-0,71%)
     
  • NASDAQ

    11.463,00
    -78,75 (-0,68%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,0850
    -0,0285 (-0,56%)
     

EXCLUSIVO-Wall Street retoma negociação de títulos russos após aprovação dos EUA

Nota de rublo russo sobre notas de dólar

Por Davide Barbuscia

NOVA YORK (Reuters) - Vários grandes bancos de Wall Street começaram a se oferecer para facilitar negociações de dívida russa nos últimos dias, de acordo com documentos bancários vistos pela Reuters, dando aos investidores outra chance de se desfazer de ativos considerados tóxicos pelo Ocidente.

A maioria dos bancos norte-americanos e europeus recuou do mercado russo em junho, depois que o Departamento do Tesouro proibiu investidores norte-americanos de comprar qualquer título da Rússia como parte de sanções econômicas para punir Moscou por invadir a Ucrânia, de acordo com um investidor que detém títulos russos e duas fontes bancárias.

Seguindo as diretrizes subsequentes do departamento em julho, que permitiram que os detentores dos Estados Unidos reduzissem suas posições, as maiores empresas de Wall Street retornaram cautelosamente ao mercado de títulos do governo e corporativos russos, de acordo com e-mails, notas de clientes e outras comunicações de seis bancos, assim como entrevistas com as fontes.

Os bancos que estão no mercado agora incluem JPMorgan Chase & Co , Bank of America Corp , Citigroup Inc, Deutsche Bank AG , Barclays Plc e Jefferies Financial Group Inc, mostram os documentos.

Cerca de 40 bilhões de dólares em títulos soberanos russos estavam em circulação antes de a Rússia iniciar o que chama de "operação militar especial" na Ucrânia, em fevereiro. Cerca de metade era detida por fundos estrangeiros. Muitos investidores ficaram presos com ativos russos, à medida que seu valor despencou, os compradores desapareceram e as sanções dificultaram as negociações.

Desde então, os reguladores tomaram medidas para ajudar a aliviar a dor dos investidores.

O Tesouro forneceu mais orientações em 22 de julho para ajudar a liquidar os pagamentos do seguro contra inadimplência dos títulos russos. Também esclareceu que os bancos poderiam facilitar, compensar e liquidar transações de títulos russos se isso ajudasse os detentores dos EUA a reduzir suas posições.

Separadamente, os reguladores europeus também facilitaram as regras para permitir que os investidores negociem com ativos russos, permitindo que eles os coloquem nos chamados "side pockets", ou compartimentos de propósito especial, numa base caso a caso.

O preço de alguns títulos russos saltou junto com a atividade comercial renovada desde o final de julho. Isso poderá tornar os negócios mais atraentes para os investidores e também ajudar as empresas que venderam proteção contra a inadimplência russa.

Alguns bancos estão se oferecendo para negociar títulos soberanos e corporativos russos, e alguns estão se oferecendo para facilitar as negociações de títulos denominados em rublos e dólares, de acordo com os documentos e o investidor que detém títulos russos. Mas eles também estão exigindo documentos adicionais dos clientes e permanecem avessos a assumir riscos.

As abordagens também diferem entre os bancos. Em alguns casos, por exemplo, os bancos estão oferecendo aos clientes ajuda para alienar suas participações, bem como outros tipos de negócios que reduziriam a exposição a ativos russos, enquanto outros estão limitando os negócios apenas ao descarte dos ativos.

(Reportagem de Davide Barbuscia em Nova York; Reportagem adicional de Rodrigo Campos)