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EXCLUSIVO-Shell busca cortar custos em preparação para transição energética

Por Ron Bousso
·3 minutos de leitura
Logo da Shell em um posto em Londres
Logo da Shell em um posto em Londres

Por Ron Bousso

LONDRES (Reuters) - A petroleira Shell está buscando cortar em até 40% os custos de produção de petróleo e gás, em uma grande iniciativa para economizar recursos para que a companhia possa transformar seus negócios e focar mais em energia renovável e mercados de energia elétrica, disseram fontes à Reuters.

A nova revisão de custos da Shell, conhecida internamente como "Projeto Reshape" e com estimativa de ser concluída ainda neste ano, afetará suas três principais divisões e visará cortes adicionais à meta de 4 bilhões de dólares definida no começo da crise da Covid-19.

A redução de despesas é vital para os planos da Shell de se mover para o setor elétrico e renováveis, onde as margens são relativamente baixas.

A competição também deve se intensificar com empresas de energia e petroleiras rivais incluindo a BP e a Total todas buscando disputar participação no mercado à medida que economias pelo mundo buscam se tornar mais verdes.

"Temos um ótimo modelo, mas ele é o modelo correto para o futuro? Haverá diferenças, e não só em estrutura, mas sobre cultura e o tipo de companhia que queremos ser", disse uma fonte da Shell, que falou sob a condição de anonimato.

No ano passado, os custos operacionais gerais da Shell somaram 38 bilhões de dólares, enquanto os investimentos totalizaram 24 bilhões de dólares.

A Shell está explorando maneiras de reduzir gastos na produção de petróleo e gás, sua maior divisão upstream, em 30% ou 40% por meio de cortes de custos operacionais e em investimentos em novos projetos , disseram duas fontes envolvidas no assunto.

A Shell agora quer focar sua produção de petróleo e gás em apenas poucas regiões chave, incluindo o Golfo do México, a Nigéria e o Mar do Norte, disseram as fontes.

A divisão integrada de gás da empresa, que toca as operações de Gás Natural Liquefeito (GNL) e a produção de gás, também busca cortes, segundo as fontes.

No setor de distribuição, a avaliação mira cortar custos na rede de 45 mil postos da Shell, a maior do mundo, vista como uma de suas atividades de maior valor e que deve ter papel fundamental na transição, segundo as fontes.

“Estamos passando por uma revisão estratégica da organização, que visa garantir que estejamos preparados para prosperar durante a transição energética e ser uma organização mais simples, mas também competitiva em termos de custos. Estamos analisando uma série de opções e cenários neste momento, que estão sendo avaliados cuidadosamente", disse uma porta-voz da Shell em um comunicado.

O esforço de reestruturação da Shell reflete movimentos recentes das rivais europeias e Eni, que planejam reduzir seu foco em petróleo e gás na próxima década e construir novos negócios de baixo carbono.

A revisão, que fontes da empresa dizem ser a maior da história moderna da Shell, deve ser concluída até o final de 2020, quando a Shell deseja anunciar uma grande reestruturação.

Ao falar com analistas em 30 de julho, o presidente-executivo da Shell, Ben van Beurden, disse que a companhia lançou um programa para "redesenhar" a empresa anglo-holandesa.