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EXCLUSIVO-Powell diz que não permitirá que inflação exceda meta "substancialmente", mostra carta de 8 de abril

Ann Saphir
·2 minuto de leitura
Presidente do banco central dos EUA, Jerome Powell, participa de audiência pública em comissão do Senado norte-americano

Por Ann Saphir

(Reuters) - Os Estados Unidos verão temporariamente uma inflação "um pouco mais alta" neste ano, à medida que a economia se fortalece e restrições de oferta elevam preços em alguns setores, mas o Federal Reserve (Fed) está empenhado em manter qualquer aumento inflacionário dentro dos limites, disse o chair do Fed, Jerome Powell, em carta com data de 8 de abril.

"Não buscamos inflação que exceda substancialmente 2 por cento, nem buscamos inflação acima de 2 por cento por um período prolongado", disse Powell ao senador republicano Rick Scott em texto de cinco páginas em resposta a uma carta de 24 de março do senador levantando preocupações sobre o aumento da inflação e o programa de compra de títulos do Fed.

"Gostaria de enfatizar, porém, que estamos totalmente comprometidos com as duas pernas de nosso mandato duplo --pleno emprego e preços estáveis."

Scott --que não faz parte do comitê bancário do Senado, que supervisiona diretamente o Fed-- tem sido um crítico veemente de Powell e alertado que as baixas taxas de juros e o programa de compra de títulos do Fed forçarão preços mais altos, prejudicando famílias e empresas.

Seu escritório disponibilizou a carta de Powell à Reuters e sugeriu que a resposta não dissipou as preocupações do senador.

"Os dados são claros de que a inflação está subindo, e o chair Powell continua a ignorar esse problema crescente", disse o gabinete de Scott à Reuters por e-mail.

"O senador Scott continua preocupado com o impacto que a inflação terá sobre as famílias norte-americanas de renda fixa e baixa, como o seu crescimento. Ele está pedindo ao chair Powell que desperte para esta ameaça, estabeleça um plano claro para enfrentar o aumento da inflação e proteger as famílias norte-americanas."

Powell disse em sua carta que a inflação baixa restringe a capacidade do Fed de compensar choques econômicos com uma política estimulativa e que, depois de uma década de inflação muito baixa, o Fed agora visa uma inflação moderadamente acima de 2%.

"Entendemos bem as lições da experiência de inflação alta nas décadas de 1960 e 1970 e os fardos que essa experiência criou para todos os norte-americanos", disse Powell na carta. "Não prevemos pressões inflacionárias desse tipo, mas temos as ferramentas para lidar com essas pressões, se elas surgirem."