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EXCLUSIVO | Opera critica limitações da Apple e não pretende implantar FLoC

·6 minuto de leitura

Há uma brincadeira comum no meio da tecnologia de que a Opera lança navegadores até para calculadora. Embora possa parecer pejorativo para alguns, a verdade é que se trata de uma baita qualidade, se observado sob a óptica do usuário. Mostra que a empresa é comprometida em oferecer experiências diferenciadas para cada tipo de pessoa, levando em conta suas peculiaridades.

Após migrar o Opera GX, voltado para o público gamer nos computadores, para smartphones e lançar o Opera R5, atualização focada em otimizar experiências com videoconferências, a empresa se mostra disposta a apostar nos usuários dos Chromebooks.

O Opera é um navegador presente nas principais plataformas existentes (Imagem: Divulgação/Opera)
O Opera é um navegador presente nas principais plataformas existentes (Imagem: Divulgação/Opera)

Cada versão tem características distintas e recursos singulares, direcionados para determinada atividade. Isso impacta não só no visual, mas também na experiência do usuário, no uso de funcionalidades do sistema operacional e no aproveitamento do hardware do dispositivo.

Lidar com tantas plataformas diferentes pode ser um desafio, principalmente em uma web reconhecidamente monopolizada no segmento de navegadores. Tomando por base os recentes lançamentos da companhia, o Canaltech conversou com o diretor de produto do Opera para Android, Stefan Stjernelund.

Streaming de jogos, limitações da Apple e FLoC

Na entrevista, Stjernelund falou sobre a experiência de criar um navegador específico para jogadores e de adaptá-lo ao Android, além de criticar a Apple pelas restrições impostas ao trabalho de desenvolvimento de software.

O diretor também comentou sobre a adoção maciça do Chromium como base para construção de navegadores, com destaque para a possível desvantagem dessa prática. Ele evitou entrar em polêmicas ao falar sobre os desafios do mercado brasileiro, mas reforçou que o público daqui adora funcionalidades específicas do Opera, como o bloqueador de anúncios.

Stjernelund não quis antecipar as novidades envolvendo projetos para otimizar o Opera GX para plataformas como o GeForce Now e o xCloud, sistemas de streaming de jogos em ascensão no mundo, mas, pelo que deu a entender, existe algo em desenvolvimento.

Stefan Stjernelund, diretor de produto do Opera para Android (Imagem: Reprodução/Aplicantes)
Stefan Stjernelund, diretor de produto do Opera para Android (Imagem: Reprodução/Aplicantes)

E, como não poderia deixar passar, também falou sobre o bloqueio ao FLoC. O Opera foi um dos primeiros navegadores a se posicionar contra os chamados “novos cookies do Google” por acreditar que há alternativas melhores para “preservação de privacidade em anúncios”. A empresa deve manter a postura cautelosa, pelo menos por enquanto.

Confira a íntegra da entrevista:

Primeiramente, de onde surgiu a ideia de criar um navegador voltado para gamers?

Somos uma empresa de navegador e nós mesmos gostamos de jogar, então era meio inevitável explorar a ideia de um navegador para jogadores em algum momento. Antes de pular para a implementação, porém, dedicamos muito tempo e esforço conversando com os jogadores, apresentando-lhes esboços iniciais e alguns conceitos básicos. O feedback foi encorajador e decidimos construir o Opera GX. Sabíamos que era um bom produto, mas ficamos absolutamente maravilhados com todo o feedback positivo que recebemos, orgulhosos de ver que já temos mais de 9 milhões de jogadores usando o produto todos os meses.

Quais os desafios, entre termos de estrutura e de recursos, de construir um navegador pensado para desktops e levá-lo para o Android?

Felizmente, temos criado navegadores populares para telefones celulares há quase 20 anos. Isso significa que já tínhamos a base e o know-how, então fomos capazes de realmente nos concentrar nos novos recursos específicos da GX.

Em termos de otimização para navegação web, existe diferença entre trabalhar com um sistema Android e com o iOS?

Para um desenvolvedor de navegador como o Opera, a maior diferença é que o sistema iOS não nos permite usar nosso próprio mecanismo e temos que contar com o que é fornecido pela Apple. Embora ainda possamos criar recursos novos e exclusivos, não encontrados no navegador padrão do sistema, isso nos limita a implementação de certos tipos de recursos e é um inconveniente que esperamos que a Apple remova no futuro.

Em quais sentidos o Opera ainda pode evoluir para levar uma experiência única para jogadores?

Como os jogos estão em constante e rápida evolução, há inúmeras coisas que podemos fazer para melhorar a experiência dos jogadores em diferentes níveis. Pode ser a área de entrega e descoberta de conteúdo, novas formas de jogabilidade, como streaming de jogos, integração de serviços ou apenas uma melhor experiência de navegação. Seja qual for o caminho tomado, é importante observar que nossos valores essenciais e base sólida são centrais para nossos produtos.

Como a empresa enxerga o Brasil nesse cenário de expansão? Há planos para algum produto específico para os brasileiros?

O que vemos é que há um interesse muito forte nos navegadores Opera no Brasil no momento. A combinação de recursos exclusivos do Opera, como VPN grátis, bloqueador de anúncios e mensageiros integrados, são particularmente populares por aí. Atualmente, estamos ouvindo o feedback de nossos usuários e fãs no Brasil e procuraremos aprimorar ainda mais nossas vantagens competitivas no país.

O Opera Touch foi produzido para facilitar o uso em dispositivos de toque na tela (Imagem: Divulgação/Opera)
O Opera Touch foi produzido para facilitar o uso em dispositivos de toque na tela (Imagem: Divulgação/Opera)

O Brasil sempre é apontado como um promissor mercado de games, mas temos alguns fatores que costumam atrapalhar, como o idioma, a moeda desvalorizada (o que reduz o nosso poder de compra e o lucro das empresas), a elevada carga tributária e o excesso de burocracia. Como o Opera planeja lidar com esses empecilhos para ter sucesso por aqui?

Está no DNA do Opera construir produtos que usem o hardware e a rede de forma mais eficiente. Nossa história inclui economia de dados e de bateria, controladores de hardware em GX e, em geral, o uso de recursos mais eficientes. Na verdade, somos a única empresa que fabrica navegadores para qualquer dispositivo, desde computadores com recursos modestos até smartphones de última geração. Hoje nossa oferta está mais uma vez completa com o lançamento de uma opção de navegador para usuários do Chromebook.

Serviços de streaming de jogos, como Geforce Now e xCloud, estão cada vez mais populares. O Opera pensa em otimizar seu navegador para alcançar esse público?

Definitivamente, prestamos atenção ao streaming de jogos, sua evolução e adoção. A escolha do navegador é mais importante do que nunca, e há muitas maneiras de melhorar a experiência de jogo, nomeadamente conectada ao recurso e ao manuseio de entrada. Mas não queremos revelar nenhum plano nesta fase.

O Opera foi uma das empresas que se posicionou contra o uso dos FLoC para monitoramento dos usuários. Algo mudou de lá para cá? Qual o posicionamento da companhia no que diz respeito ao rastreamento de usuários?

O Opera respeita muito a privacidade dos usuários. Fomos o primeiro grande navegador a integrar a proteção de privacidade adequada com um bloqueador de anúncios e de rastreadores, e nossa dedicação é sempre para o usuário. Quanto ao FloC, não oferecemos suporte à versão atual da proposta devido às suas limitações. E isso só mostra que o navegador continuará a aumentar em importância como a ferramenta que as pessoas usam para controlar sua privacidade online.

Como o Opera vê essa proliferação de navegadores baseados no Chromium? Essa adoção massiva poderia ser benéfica ou prejudicial para uma web mais aberta e descentralizada?

O Opera foi o primeiro dos principais navegadores a mudar para o mecanismo Blink, que faz parte do projeto de código aberto Chromium. Hoje, não há dúvidas de que este é o melhor método para fornecer a mais alta qualidade de segurança, desempenho e conformidade com os padrões. Com mais navegadores na mesma plataforma e um conjunto diversificado de colaboradores, até agora a única desvantagem que vemos é que os desenvolvedores param de testar sites com outros motores, como o do Firefox, e esses sites oferecem menos suporte para eles. Isso é lamentável, mas está fora de nosso controle.

Fonte: Canaltech

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