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EXCLUSIVO-Chefe do BC da Turquia diz que não haverá corte de juros por um longo tempo este ano

Orhan Coskun e Nevzat Devranoglu e Jonathan Spicer
·2 minuto de leitura
Entrevista com o presidente do BC da Turquia, Naci Agbal, em Istambul

Por Orhan Coskun e Nevzat Devranoglu e Jonathan Spicer

ISTAMBUL (Reuters) - O novo presidente do banco central da Turquia, Naci Agbal, afirmou que a autoridade monetária não deve começar a pensar em um corte da taxa de juros, atualmente em 17%, por muito tempo dada a pressão de alta sobre uma inflação já elevada.

Aumentos dos juros ainda são uma possibilidade, disse ele à Reuters.

Em sua primeira entrevista desde que assumiu o cargo há três meses, Agbal afirmou que o banco central pretende agir à frente do mercado, inclusive aumentando os juros rapidamente se houver qualquer sinal de que a inflação, agora em 15%, pode subir mais que o esperado.

As declarações dele, incluindo a revelação de que a Turquia não está mais buscando linhas de swap cambial com outros países, reforçam as crescentes visões entre investidores de que o banco não tem pressa para começar a afrouxar a política monetária apesar de pedidos de juros mais baixos pelo presidente Tayyip Erdogan.

"Não parece possível colocar cortes da taxa de juros na agenda por um longo tempo este ano", disse Agbal, afirmando que os preços ao consumidor devem subir por alguns meses antes de desacelerarem lentamente para a previsão do banco de 9,4% até o fim do ano.

"Se qualquer novo dado indicar risco de desvio da meta de médio prazo nas expectativas de inflação e comportamento dos preços, vamos apertar ainda mais com antecedência", disse ele na nova sede do banco em Istambul.

Erdogan indicou Agbal como parte de uma mudança na liderança um dia depois de a lira ter atingido mínima recorde no início de novembro. O presidente turco também prometeu uma nova era econômica amigável ao mercado.

Desde então o banco central elevou os juros de 10,25% para 17% para combater a inflação, que permaneceu em dois dígitos durante grande parte dos últimos três anos, deixando a Turquia com a política monetária mais apertada entre qualquer grande economia desenvolvida ou dos mercados emergentes.