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Ex-cartola é alvo de denúncias sobre venda de Felipe, zagueiro da Seleção e ex-Corinthians

Artur de Figueiredo
·4 minutos de leitura
Soccer Football - Champions League - Group D - Atletico Madrid v Lokomotiv Moscow - Wanda Metropolitano, Madrid, Spain - December 11, 2019  Atletico Madrid's Felipe celebrates scoring their second goal   REUTERS/Sergio Perez
Soccer Football - Champions League - Group D - Atletico Madrid v Lokomotiv Moscow - Wanda Metropolitano, Madrid, Spain - December 11, 2019 Atletico Madrid's Felipe celebrates scoring their second goal REUTERS/Sergio Perez

Ex-presidente do União Mogi é alvo de denúncias e desvios de receitas, no repasse de valores referentes a venda do zagueiro da Seleção Felipe.

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Seguindo o protocolo e enredo da política nacional, de corrupção, intrigas e ilegalidades no futebol não são diferente. Se as receitas de alguns dos grandes clubes são questionadas, não sendo aprovadas pelos Conselhos Deliberativos de suas respectivas agremiações, com desvios e enriquecimento ilícito de alguns.

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As denúncias, crise, corrupção, respingam no futebol, de forma letal no investimento e, posteriormente, acentua um quadro de desconfiança, sem qualquer tipo de perspectiva. Sem receitas, muitos clubes de pequeno porte, acabam declarando falência, com o decorrer do tempo.

O União Mogi, clube localizado na região Metropolitana de São Paulo, conhecido como a Serpente do Alto Tietê, clube centenário, que já teve em sua história, jogadores, como Servílio Filho, Neymar da Silva Santos, mais conhecido atualmente como pai do Neymar, além de nomes como Maycon Leite, atacante com passagens por Santos e Palmeiras, e por último o zagueiro Felipe, atual zagueiro da seleção e ex-Corinthians.

O tradicional clube do Alto Tietê vive um momento caótico em sua gestão, com o ex-presidente Osmar Novaes acusado de diversos delitos, como não prestação de contas e gastos em sua passagem, suposto desvio do repasse financeiro do zagueiro Felipe, formado nas categorias de base do clube, entre diversas denúncias.

O que aconteceu no caso do defensor

O zagueiro, que defendeu ainda as cores de Bragantino e Porto, está no Atlético de Madrid. Como clube formador, o União Mogi recebeu valores pelas negociações envolvendo os citados clubes europeus.

Na gestão de Osmar Novaes, entre os períodos de 2017 a 2020, não foi feita sequer uma prestação de contas, como destaca o presidente do Conselho Deliberativo, Adílio Adriano. Sobre os valores repassados, o clube receberá em 4 parcelas, num montante acima de 86.719 mil euros (mais ou menos R$ 565 mil).

-1º Parcela- 25.119,77 euros- em real (cotação atual- 160.761,06) - efetivada a transferência no ano de 2019, em 09 de julho

- 2º Parcela- 26.400, 00 euros- em real (cotação atual- 171.600,00) valores já efetuados neste ano, respectivamente, 15 de agosto.

- 3º Parcela- 26.400,00 euros em real (cotação atual- 171.600,00) com perspectiva de pagamento, a transferência será realizada no ano de 2021, respectivamente, 15 de agosto.

-4º Parcela- 8.800,00 euros (cotação atual, aproximadamente- 57.200,00) a última parcela será realizada no ano de 2022, respectivamente, 15 de agosto

Com a não prestação de contas já citadas acima, os respectivos valores recaíram na gestão anterior, que tinha como o principal protagonista o ex presidente Osmar Novaes.

O Yahoo Esportes apurou que o vice-presidente do clube, Celso Ratto, recebeu valores em contrato acordado com o ex-dirigente referentes ao dinheiro do zagueiro Felipe, num montante de R$ 72mil para fazer a contabilidade do União por 2 ano - R$ 3 mil mensais. Ratto alega pagar 12% de impostos, além de pagamentos de ordem pessoal, como funcionários e colaboradores.

Como prevê a própria legislação da agremiação esportiva, cargos executivos não podem receber qualquer valor oriundo do clube.

Com o não repasse de valores ao clube, a Justiça foi acionada e o ex0mandatário teve parte do patrimônio bloqueado.

Camisa vendida?

Já no fim do ciclo, outra polêmica veio à tona: um grupo de pais e o treinador Fernando Passadori, da equipe Sub-15 do União Mogi, protestaram contra o citado presidente. Osmar Novaes mais uma vez foi acusado de burlar regras do clube para atender interesses de terceiros.

De acordo com Passadori, a equipe sofreu um baque após atletas e pais serem informados que não disputariam as competições e que viria outro treinador para o cargo, além de outros jogadores. Antes da pandemia, ele já havia confirmado mudanças no elenco e na formação da equipe, com o devido registro no BID (Boletim informativo Diário). A alegação do ex-técnico sobre a venda da camisa repercutiu entre pais e comissão técnica e acentuou a crise com o ex-presidente.

Eleição

Já com a definição de datas para a próxima eleição, 24 de outubro, o ex-dirigente montou uma chapa para a disputa. O candidato da oposição será Jurandir Silva, mais conhecido como ‘Didi’. O adversário tem longa passagem nas categorias de base em funções, como gestor, técnico e coordenador técnico.

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