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Ex-assessor de Flávio Bolsonaro comprou imóvel de Jair Bolsonaro com dinheiro vivo

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Accompanied by his son Sen. Flavio Bolsonaro, Brazil's President Jair Bolsonaro speaks at the launch of his new political party, Alliance for Brazil, in Brasilia, Brazil, Thursday, Nov. 21, 2019. At odds with the party leadership that nominated him for the presidency, Bolsonaro left the Social Liberal Party earlier this month and created his own. (AP Photo/Eraldo Peres)
Senador Flávio Bolsonaro ao lado do pai, presidente Jair Bolsonaro (Foto: AP Photo/Eraldo Peres)

O coronel da reserva Guilherme dos Santos Hudson, ex-funcionário do gabinete do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), comprou um terreno do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em dinheiro vivo, em 2008. O terreno teria custado R$ 38 mil, segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo.

O Ministério Público do Rio de Janeiro investiga o coronel da reserva por ter participado do esquema de rachadinha no gabinete de Flávio. Ele seria um funcionário fantasma da época em que o filho do presidente era deputado estadual pelo Rio de Janeiro.

Na época, Jair Bolsonaro era deputado federal. O terreno pertencia a ele e a ex-mulher. Ana Cristina Siqueira Valle. Segundo o jornal, o coronel é casado com Ana Maria Siqueira Hudson, tia de Ana Cristina.

O Estado de S. Paulo teve acesso à escritura da compra e, no documento, está registrado o pagamento em dinheiro vivo.

O terreno fica na mesma cidadã da Academia Militar das Agulhas Negras, onde Bolsonaro e o coronel Hudson serviram juntos. O coronel da reserva foi procurado pelo jornal, mas não se manifestou. Já o presidente Jair Bolsonaro preferiu não se manifestar.

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Investigado pelo esquema da rachadinha, Hudson teria sacado R$ 15 mil em 2018. Segundo MP-RJ, o valor equivale a 74% do que o coronel recebeu nos dois meses em que esteve lotado no gabinete de Flávio Bolsonaro. A movimentação levanta suspeitas de que ele tenha passado valores ao então deputado estadual.

A esposa, Ana Maria, também foi funcionária do gabinete. Ela sacou R$ 430 mil, equivalente a 43% do que ganhou enquanto ocupou o posto.

Procurado, Flávio Bolsonaro garantiu ao jornal que todas as operações financeiras dele e dos familiares estão dentro da lei.