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Ex-vendedor de salgado, ex-cantor de pagode, novo campeão da Libertadores: quem é Deyverson, herói do titulo do Palmeiras

·2 min de leitura

Quando foi apresentado no Palmeiras, em 2017, Deyverson emocionou os jornalistas presentes na entrevista coletiva. Desconhecido do torcedor brasileiro, era contratado para reforçar um time já no topo do país e tinha o pai, seu Carlos, no fundo da sala, assistindo a tudo. Ao chamá-lo para frente das câmeras, deu um abraço apertado e choroso no homem que deixava de comer para bancar a casa humilde em Campo Grande, bairro da Zona Oeste.

Quatro anos depois, ele chegou ao ápice da carreira. Entrou na prorrogação da final da Libertadores contra o Flamengo em Montevidéu, roubou a bola de Andreas Pereira e colocou 2 a 1 no placar.

Mostrou no lance um estado de alerta, um senso de oportunidade, de sobrevivência, que aprendeu a ter ainda na infância pobre. Enquanto tentava ser jogador de futebol e era reprovado nos testes que fazia pela cidade, o jovem torcedor do Vasco trabalhava para sobreviver. Vendia salgados na rua, empacotava as compras dos outros no supermercado.

Mais crescido, nada funcionava. Os bicos não pagavam as contas, a carreira como jogador não parecia deslanchar. Resolveu então investir na música. Fez parte de um grupo de pagode, segundo ele, em troca de "um copo de mocotó e guaraná".

Era jogador do pequeno Grêmio Mangaratibense quando surgiu a oportunidade de se transferir para Portugal. Foi crescendo gradativamente na Europa até aparecer o interesse do Palmeiras.

No clube paulista, nunca conseguiu se firmar como titular. Mostrou várias vezes o temperamento instável em campo, o estilo provocador, meio destemperado, mas também sua capacidade de ser decisivo. Foi dele o gol do título do Palmeiras no Brasileiro de 2018. Foi emprestado para o futebol europeu, onde teve passagem tão apagada que voltou antes do tempo para São Paulo.

— Vi pessoas dizendo que o Flamengo era melhor, que eles tinham mais torcida em Montevidéu. Eu respondi: o que importa é qualidade, não quantidade. Recebi muito apoio de todos, minha família, meus amigos. Daria tudo que eu tenho para ter minhas avós de novo aqui comigo. Elas foram muito importantes no começo da minha vida — afirmou Deyverson, depois da partida.

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