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Ex-secretário de SP perde R$ 300 mil em golpe com Bitcoin

Redação Finanças
·3 minuto de leitura
Daniel Annenberg caiu em golpe - Foto: Divulgação/Prefeitura São José dos Campos
Daniel Annenberg caiu em golpe - Foto: Divulgação/Prefeitura São José dos Campos
  • BWA prometia retorno de até 5% ao mês pelo investimento

  • Captação de clientes se dava por meio de uma rede de “consultores”

  • Outras empresas já foram denunciadas por golpes com Bitcoin

O ex-vereador e ex-secretário municipal de Inovação e Tecnologia de São Paulo, Daniel Annenberg (PSDB), perdeu cerca de R$ 300 mil na BWA Brasil, que é suspeita de ser um esquema de pirâmide financeira usando Bitcoin. Há suspeitas também de que a empresa tenha lavado dinheiro da facção Primeiro Comando da Capital (PCC).

Annenberg é um dos cerca de 2 mil investidores na lista de credores da BWA, que tem dívida de R$ 295 milhões. Segundo o Portal do Bitcoin, a informação de que ele tem criptomoedas está também na declaração de bens de vereadores publicada no Diário Oficial do Município de São Paulo.

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Segundo investigação da polícia, o indício de golpe da BWA decorre da promessa de remunerar aplicações em criptomoedas com juros superiores aos de outros investimentos. Os juros variavam de 3% a 3,5% ao mês para as aplicações mais recentes, chegando a 5% nas mais antigas.

A captação de clientes se dava por meio de uma rede de “consultores”, geralmente, do mesmo círculo social e/ou profissional dos potenciais investidores. O advogado José Luis Macedo, que representa a BWA Brasil, afirma que o mercado de bitcoins é volátil e que a organização está empenhada em ressarcir todos os investidores. 

Como evitar pirâmides de Bitcoin

As pirâmides usando a criptomoeda Bitcoin têm se tornado cada vez mais comuns no Brasil. A maioria chega com a promessa de ganhos rápidos e justificando os supostos lucros com o fato da moeda não ser regulamentada no país.

Uma pirâmide financeira é um tipo de golpe em que uma pessoa ou empresa oferece um investimento com alta rentabilidade, garantia de rendimento e ausência de produto. Os golpistas sempre oferecem um retorno financeiro muito acima dos investimentos tradicionais para atrair os clientes.

Outro ponto para levantar suspeita é se a companhia não deixar claro em quais produtos está investindo e não registrar as aplicações em nome dos clientes. A ausência de registro em órgãos como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a B3, a bolsa de valores brasileira também deve ser visto com desconfiança.

Além da BWA, o Brasil registra outros casos recentes de pirâmides envolvendo Bitcoins. As operações prometiam alto lucro e pagamento de retornos acima de 1% ao mês. A Unick Forex prometia dobrar o capital investido em seis meses.

Pirâmides com Bitcoins têm se tornado comuns no Brasil - Foto: STRF/STAR MAX/IPx
Pirâmides com Bitcoins têm se tornado comuns no Brasil - Foto: STRF/STAR MAX/IPx

Em outubro, os principais sócios da empresa foram presos pela Polícia Federal e tiveram seus bens apreendidos. Estima-se que a Unick Forex tenha movimentado mais de R$ 2 bilhões. Já a InDeal Investimentos teria movimentado R$700 milhões de reais prometendo ganhos de 15% ao mês.

Em maio de 2019, uma mega ação deflagrada pela Polícia e Ministério Público, cumpriu mandados de busca e apreensão e vários líderes da empresa foram presos. No fim de 2020, a Indeal entrou com pedido de falência na Justiça.