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Ex-presidente da Volkswagen é acusado de falso testemunho

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Martin Winterkorn, ex-presidente da Volkswagen, teria mentido sobre quando soube dos programas ilegais do caso que ficou conhecido como "Dieselgate"
Martin Winterkorn, ex-presidente da Volkswagen, teria mentido sobre quando soube dos programas ilegais do caso que ficou conhecido como "Dieselgate"

Martim Winterkorn, ex-presidente da Volkswagen, foi acusado de falso testemunho a uma comissão parlamentar de inquérito pela Procuradoria de Berlim, na Alemanha. O executivo teria "mentido propositalmente" aos deputados sobre o caso conhecido como “Dieselgate”.

O “Dieselgate” foi um escândalo envolvendo a montadora alemã, que teria se utilizado de técnicas fraudulentas para a redução de emissões de dióxido de carbono e de óxido de nitrogênio, através da manipulação de motores, entre os anos de 2009 e 2015.

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A Volkswagen reconheceu posteriormente que equipou pelo menos 11 milhões de seus veículos movidos a diesel com um programa que “disfarçava” a poluição que de fato geravam.

A acusação afirma que Winterkorn mentiu sobre quando soube dos programas ilegais. Segundo a promotoria, ele tinha conhecimento de que os carros não passariam nos testes antipoluição desde maio de 2015, mas o ex-presidente da montadora declarou que não sabia dessa possibilidade até setembro de 2015, pouco antes de o escândalo vir à tona.

O caso já custou à Volkswagen 30 bilhões de euros e processos em diversos países, em especial nos Estados Unidos, onde a montadora declarou sua culpa pela fraude em 2017.

Além de Winterkorn, outros ex-executivos das 12 marcas do Grupo Volkswagen serão julgados em setembro sob a acusação de "fraude em organização criminosa". O ex-presidente ainda deverá pagar uma indenização de cerca de 11 milhões de euros à montadora.

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